sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Capão com tristeza


Fez uma semana que Alberto faleceu e vim para Capão para ver se amainava a eletricidade interna e essa sensação de tristeza que traz suspiros profundos, a todo momento.
A presença dele está em todo lugar e também na falta que faz nas atividades domésticas e cotidianas. Meu filho, minha nora, meus netos, que aqui estão, frequentemente citam comentários e ações do Alberto. Era, partircularmente, caseiro e ocupava-se sempre com algo que envolvia a família.
É difícil mexer em seus objetos pessoais que mostram sua particular organização. Algumas fotos esparsas dentro de sua agenda, que precisei consultar, situam algum momento, em especial.
Parece sermos intrusos mexendo suas coisas.
Sei que a escuridão interna vai clarear, mas preciso de tempo.
Acreditar em sua morte ainda me confunde.
Aos poucos olho ao meu redor e sinto mais forte sua ausência.
Pensamentos vão e vem, dando a consciência da realidade que mudou, e um vazio se faz presente.
Pensei estar preparada para esse momento, mas não estou.
Me inquieto, não consigo ficar parada, procuro me ocupar.
Respiro fundo, para me aquietar e tentar elaborar o significado dessa perda recente.
O tempo vai contribuir para acalmar minha mente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário