Apesar da gravidade, a doença do Alberto tornou-se crônica, fazendo com que ele levasse sua vida dentro de uma rotina normal.
Acostumei-me acompanhá-lo durante tantos anos em seus procedimentos e consultas médicas, que ainda me surpreende a maneira como tudo se desencadeou.
A dor que sinto tem causa concreta e escrever parece aliviá-la.
Procuro escutar o que a dor tem a dizer.
Vivo meu luto, minha tristeza, minha melancolia, elaborando tudo que ocorreu sob diversos ângulos.
Os acontecimentos precipitam-se e só posso esperar que o tempo me ajude a cicatrizar esses sentimentos dentro de mim.
A existência, por mais longa que seja, é curta, por isso não podemos desperdiçar nada desse espaço, entre o nascer e o morrer.
Cada vez que uma lembrança ocorre, sobre nossa vida em comum, sinto sua presença viva, apesar da sua não presença física.
Penso nos rearranjos que farei na minha cabeça com inquietação, mas tento ordenar minhas ações com um novo olhar e com um novo sentido.
Acredito numa só existência e quero me tornar capaz de aproveitá-la de maneira positiva e plena.
Quero viver a vida com vida e o tempo tecerá os acontecimentos.
Penso nos rearranjos que farei na minha cabeça com inquietação, mas tento ordenar minhas ações com um novo olhar e com um novo sentido.
Acredito numa só existência e quero me tornar capaz de aproveitá-la de maneira positiva e plena.
Quero viver a vida com vida e o tempo tecerá os acontecimentos.
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