Já escrevi várias vezes sobre a morte e sobre a vida.
Sei que a angústia da morte é comum e faz parte, em muitos momentos, das minhas reflexões.
Essa semana li dois livros que tratavam desse assunto, que me instigou a escrever sobre o assunto.
Sempre me intriga o que não sei sobre a finitude da vida.
Ao ler o livro "De frente para o Sol- como superar o medo da morte, de Irvin D. Yalom, várias passagens vinham ao encontro de como penso.
O tema do livro " A culpa é das estrelas" de John Green, que trata, basicamente, sobre dois adolescentes terminais complementou minha reflexão.
Yalom, escritor e psicanalista, aborda a inexistência de consciência ao morrer e ao nascer.
Cita Epicuro que diz "Onde a morte está, eu não estou. Não há "eu", não existo, para sentir terror, tristeza, pesar, privação... A consciência vai estar extinta, o interruptor desligado e vai-se estar no mesmo estado de inexistência de antes do nascimento."
O que é certo é que a vida é finita!
O que me faz refletir sobre a finitude é minha condição humana, quando percebo que já vivi mais tempo que meus pais, que já perdi uma irmã, a mais velha, muitos amigos e, quando as doenças se fazem mais presentes, no envelhecimento e que, como ser finito e limitado, andamos para a morte.
O real é que a vida é transitória e minha geração está na linha de frente.
Pequenas mortes, vivo de muitas maneiras. Quando o dia termina, de certa forma é uma perda, uma pequena morte... O tempo perdido não volta e a morte acontecerá em hora incerta e imprecisa dando um sentido mais significativo à efemeridade da vida.
Nosso tempo , nossos anos, nossos dias vão se esvaindo, até que um dia termina nossa existência e, claro, muitas coisas ficarão incompletas.
Acredito que o sentido que dou à vida, o prazer de viver, valorizando e apreciando o puro deleite de estar consciente e estar viva, é fundamental para minimizar o sentido de morte.
A decisão de como vou viver e com que intensidade, é só minha.
Sinto certo consolo, quando tenho consciência que os meus valores, minhas ações propagar-se-ão às minhas futuras gerações e que, possivelmente, serei lembrada e estarei viva em suas lembranças.
Por enquanto, quero viver um dia de cada vez, devagar, pra não me perder nas horas e aproveitar cada minuto, o que a vida tem a me oferecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário