Às vezes, algumas intempéries acontecem independentes de nossos desejos - é o que observo, quando vejo algumas pessoas próximas, limitadas e dependentes, porque ficaram doentes e perderam a capacidade de raciocínio, de movimento, de suas faculdades, em geral.
Viver com satisfação para saborear bons alimentos doces e salgados, morar numa casa simples, mas espaçosa e com inúmeras possibilidades, veranear em frente ao mar,com o privilégio da ampla visão de toda orla, dos nasceres do sol e da lua e utilizar a bicicleta como meio de locomoção. Viver com tempero, não aceitar meias porções de prazer, de aventuras, de liberdade, sem precisar “ter que” e sim, poder “não ter que”. Poder me movimentar, participar de dança, biodança e alongamento, ter energia para agir e decidir, com saúde e achar que mereço tudo isso.
Isso não é ser rica?
Alguns acham que eu devia viajar mais.
Isso é o que alguns querem para si.
Até posso viajar e já viajei várias vezes, mas sou acomodada na minha rotina, não gosto de arrumar malas, gosto de explorar lugares conhecidos, aprecio o que tenho ao meu redor e como levo a vida, admiro a natureza, as pessoas, mesa farta, refrigerador cheio, minha família junto, nesse conforto sem luxo.
Enfrento novos desafios, desperto para novos sonhos e como vivo, faz sentido pra mim e se os sonhos mudam utilizo minha capacidade de me transformar, tanto quanto seja necessário.
Domingo com a família completa, todos à vontade, preenchendo o frio, se inverno, com o calor humano.
A alegria dos netos se interrelacionando e colocando a conversa em dia.
Chimarrão passando de mão em mão, almoço pronto, churrasco ou não, não importa, o entra e sai do pessoal alimenta o rodízio das pessoas e dos comes, sobremesas, cafezinho...
Todos agrupados vendo um novo filme, cobertos com mantas, desejo de comer pipoca, pinhão... Sentar lá fora comendo bergamotas...
Quando chega a hora da janta, todos satisfeitos, trocam idéias e a semana termina deixando um gostinho de saciedade pelos sentimentos preenchidos com o bem estar em geral.
Esses rotineiros encontros, em qualquer estação do ano, fortalecem os laços de união com consistência, intimidade e reforçam porque me sinto rica.
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