quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sentimentos

Meus sentimentos ganham nova força e quase se tornam palpáveis, quando vêm à tona, em forma de palavras escritas.
O tempo que não volta atrás me encontra vibrante, serena, forte e confiante e sigo em frente valorizando minha autonomia e independência.
No meu envelhecer procuro discernir, escolher e sentir-me viva para trabalhar-me por dentro, procurando analisar quem realmente sou e como me sinto.
É comum pessoas verbalizarem como eu sou, com tanta certeza, que parecem querer conhecer-me mais do que eu a mim própria, que continuamente tento me perceber e aos meus sentimentos, o mais objetivamente possível.
Está chegando julho e apesar da vontade de dar um chego na “outra” praia, como diz o Vic, desde que nos mudamos para o novo apto, fatos do cotidiano, assim como a temperatura muito fria vão impedindo voltar a Capão.
É tão perto e tão longe e o tempo passa e não consigo fazer tudo que desejo.
Quando conquistei meu espaço à beira mar transpus um muro que achava intransponível e me senti poderosa.
Na minha faixa etária fazer novas conquistas, que tanto me preenchem, faz-me lembrar a  fascinação que me causou fitar a paisagem conquistada.
Fluía um sentimento que crescia de significados dentro de mim, em turbilhão, semelhante ao das ondas no gigante mar.
Hoje, quando deixo o pensamento vazio, volta-me essa sensação e deleito-me no silêncio interno e na tranquilidade do meu prosseguir.
Gosto de ter sempre sentimentos que preencham meu ser.




sábado, 23 de junho de 2012

O que quero da vida

Quero que a vida seja leve, em paz, solta, harmoniosa, lúcida, alegre, agradável...
Transformá-la está em minhas mãos, pois ela prossegue com o que fui, sou e com as experiências que se cumulam.
O que desejo e o que tem valor pra mim é a motivação que preenche meu prosseguir.
Não tenho e não quero a sensação de carregar o mundo nas costas.
Quando iniciei a minha análise com o Dr Cyro Martins, nos idos de 1970, uma parceira de grupo da psicoanálise, amiga até hoje, verbalizou que eu parecia estar carregando o mundo nas costas e trabalhei muito profundamente para mudar isso na minha vida e muito mais.
A capacidade de mudança prossegue em mim.
Um bom livro, um bom fim de semana, utilizar o computador, uma caminhada agradável, sem dores, conviver, ser inteligente o bastante para tomar decisões acertadas, compartilhar experiências, interpretar a vida do dia a dia com bom humor dão consistência para concretizar o que dá sentido à minha vida.
Li em algum lugar que a vida é o que acontece entre o nascimento e a morte, e não é? Esse meio, esse recheio merece ser muito bom.
O que quero da vida é que ela seja recheada de sensibilidade, de bom humor, de alegrias, de maturidade, de certezas, de prazeres, de encontros, de entregas, de tolerância, de curiosidades, de imaginação e das boas escolhas que faça.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Encanto de viver


O encanto de viver encontro na própria vida, mesmo que de vez em quando tenha alguns desconfortos nos pés, nos joelhos, nos dentes... Coisas da idade. 
Não busco guardar a vida, nem deixo de viver. Isso eu penso e sinto não agindo numa rotina rotineira, pra passar e perder meu tempo, mas indo em frente vivendo cada momento como uma ocasião especial, significativamente.
Busco, conscientemente, no real e no possível, atrair aquilo que gosto e desenvolver paciência que evite me trazer ansiedade.
Julgar certo aquilo de que preciso para me cuidar e pra realizar meus desejos é a sintonia e estabilidade emocional que reflete quem sou e como me relaciono comigo e com o entorno. Convivo com pessoas coerentes ao estilo de vida que levo e assim me acresço no meu viver, pois tenho consciência que a vida é efêmera e tem um limite real.
Não me agrada desperdiçar oportunidades de viver em paz, de preferência conquistando vitórias. Pretendo que as sementes dos meus sonhos continuem florescendo na minha vida e constituam o melhor legado que eu possa deixar.
Quero viver até me fartar, sem ser cobrada pela minha forma de agir, faça frio, faça calor ou chova ou tudo junto. Sei que tudo que eu faço deixa marcas em mim e nas pessoas com as quais convivo.
Tento fazer e levar tudo o mais leve possível usufruindo de cada bom momento e isso me basta pra ter encanto de viver.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Porque me sinto rica

A vida é feita com aquilo que buscamos e conquistamos.
Às vezes, algumas intempéries acontecem independentes de nossos desejos - é o que observo, quando vejo algumas pessoas próximas,  limitadas e dependentes, porque ficaram doentes e perderam a capacidade de raciocínio, de movimento, de suas faculdades, em geral.
Viver com satisfação para saborear bons alimentos doces e salgados, morar numa casa simples, mas espaçosa e com inúmeras possibilidades, veranear em frente ao mar,com o privilégio da ampla visão de toda orla, dos nasceres do sol e da lua e utilizar a bicicleta como meio de locomoção. Viver com tempero, não aceitar meias porções de prazer, de aventuras, de liberdade, sem precisar “ter que” e sim, poder “não ter que”. Poder me movimentar, participar de dança, biodança e alongamento, ter energia para agir e decidir, com saúde e achar que mereço tudo isso.
Isso não é ser rica?
Alguns acham que eu devia viajar mais.
Isso é o que alguns querem para si.
Até posso viajar e já viajei várias vezes, mas sou acomodada na minha rotina, não gosto de arrumar malas, gosto de explorar lugares conhecidos, aprecio o que tenho ao meu redor e como levo a vida, admiro a natureza, as pessoas, mesa farta, refrigerador cheio, minha família junto, nesse conforto sem luxo.
Enfrento novos desafios, desperto para novos sonhos e como vivo, faz sentido pra mim e se os sonhos mudam utilizo minha capacidade de me transformar, tanto quanto seja necessário.
Domingo com a família completa, todos à vontade, preenchendo o frio, se inverno, com o calor humano.
A alegria dos netos se interrelacionando e colocando a conversa em dia.
Chimarrão passando de mão em mão, almoço pronto, churrasco ou não, não importa, o entra e sai do pessoal alimenta o rodízio das pessoas e dos comes, sobremesas, cafezinho...
Todos agrupados vendo um novo filme, cobertos com mantas, desejo de comer pipoca, pinhão... Sentar lá fora comendo bergamotas...
Quando chega a hora da janta, todos satisfeitos, trocam idéias e a semana termina deixando um gostinho de saciedade pelos sentimentos preenchidos com o bem estar em geral.
Esses rotineiros encontros, em qualquer estação do ano, fortalecem os laços de união com consistência, intimidade e reforçam porque me sinto rica.




terça-feira, 5 de junho de 2012

Nada de novo acontece e onde anda meu tempo?


Desde que voltei da praia as coisas foram rotina na minha vida.
Envolvimento com o computador que estragou pela 4ª vez, marcação dos exames e das consultas médicas semestrais, ida ao dentista, aulas de alongamento, dança e biodança, convívio com a família e amigos parecem me ocupar sobremaneira, mas ficar quatro meses na praia dá nisso. Aparece um casamento para ir, aniversários, encontros, cuidado com a casa e o tempo vai passando.
Parece tudo ser da mesma maneira que sempre foi e não encontro espaço de tempo para voltar para a praia, mesmo que tenha me desfeito da cota de Gramado, que então também me dividia.
Já estamos em junho, mas a forma que levo minha vida, apesar de trilhar um caminho conhecido, já sabia que isso ia acontecer, pois gosto muito daqui e da movimentação também.
Não encontro nem estímulo para escrever sobre a rotina que vivo, pois seria cair na mesmice.
Procuro não criar novos projetos e não desperdiçar meus bons momentos.
Apesar de o relógio avançar nas horas, de o meu tempo ser escasso vale, acima de tudo, estar perto das pessoas que quero bem e participar de tudo que é bom e, para isso, acalmo minha mente e tento diminuir meu ritmo apressado.
Busco respostas e saídas nas confusões do dia a dia, com passos concretos e com minha intuição, mas dentro das minhas limitações, pois sei que nada é permanente.
O que a vida me oferece aceito com alegria, o mais leve e saudável que eu possa ser e na realidade tudo é novo, apesar de parecer que não.