31/12/2011
Último dia desse ano- com vento e chuva- que convida a refletir sobre a finitude, em geral.
O dia de praia parece chorar por algo que termina.
Vivemos o fim de um ciclo, que nos reserva avaliar o porquê desse dia ser especial, como fazendo parte de algo maior se fechando.
É um final fictício, pois as coisas continuam, apesar dos ganhos e perdas individuais.
Para alguns, há motivos de alegrias, para outros, de tristezas.
Rodeada por parte da minha família próxima, sinto-me feliz por saber todos bem.
Às vezes, sinto um aperto no peito pela possibilidade das surpresas da vida.
Chove, continua chovendo, muito.
As ruas alagadas, os vidros das janelas escorrendo lágrimas pelo fim de ano que se encerra.
Amanhã novo ano reinicia nos lembrando que a vida continua e preenchendo nosso ser com mensagens de bons augúrios nos telefonemas e e-mails dos amigos.
Que venha o novo ano confirmar o que de bom esperamos!
Mario Quintana falava sobre o tempo,ele era mestre.
ResponderExcluirVou tentar comentar agora de novo, como já deixei o outro texto no teu face vou escrever este. Maravilhosa tuas palavras, sensíveis, profundas. É difícil pensar que uma mudança de ano muda tanta coisa, na verdade a vida continua, a gente é que coloca muita esperança na mudança de uma data:ano, século, década. Mas o ciclo segue: viver, se cuidar, diversão, saúde, doença...morte. Não é fácil pensar sobre isto:o tempo que já passou e o que ainda está por vir, porém isto é a finitude. Que a chuva venha e vá embora, que as plantas molhem e as ruas sequem e que continuemos plantando e colhendo. Pena que não estávamos aí na passagem, mas estamos por aqui e logo juntos novamente,seja como for... beijos da tua nora Pati.
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