Costumo guardar coisas: bilhetinhos, mensagens, cartõezinhos, convites, textos, livros, documentos, milhares de coisas...
Tralhas enchem gavetas, armários, prateleiras... tenho muito em todo lugar.
Prometo pra mim mesma que vou fazer uma limpeza.
Quando?
Nunca me dou um tempo!
Dou valor a muitas pequenas coisas materiais, porisso as guardo.
Ao examiná-las para me desfazer, começo a ler, a examinar e, muitas, guardo novamente.
Paralelamente, cuido pra não guardar, dentro de mim, maus sentimentos: tristeza, raiva, medos, desânimo... procuro cuidar, organizar e guardar boas lembranças, alegria, entusiasmo, bom humor, equilíbrio...
O atrolho externo não me pesa.
Em alguns momentos, me desvencilho daquilo que não tenho usado ou que não necessito, sem notar espaços vazios.
Poderia fazê-lo mais frequentemente.
A montoeira de coisas que guardo não me incomoda e, internamente, não me prejudica.
Procuro estar imune ao sofrimento interno, evitando não negar a realidade que me cerca e a não fazer o jogo do "contente" e do "faz de conta"e, à minha maneira, lido bem assim.
Preservo o que me dá prazer e me deixa feliz e tranquila.
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