segunda-feira, 25 de julho de 2011

Origem da minha vida que me lembro...

Comecei a lembrar de minha origem e cheguei a algumas constatações:
-a genética que herdei mais o cuidado que tenho comigo, refletem na minha saúde;
-também influiu o desenvolvimento científico e tecnológico do mundo atual para que eu ultrapassasse, em idade, meus pais;
-a conservação da saúde depende desse desenvolvimento e também do cuidado pessoal preventivo.
Apesar das restrições que surgem com a idade, de maneira geral, sou saudável e dinâmica.
Quando tinha 14 anos perdi meu pai, com 50 anos, de ataque cardíaco fulminante.
Com 26 anos, já casada, minha mãe morreu das complicações da diabete e da angina de peito e estava com 65 anos.
Moços, naquela época e muito mais, nos dias atuais.
Eram imigrantes: ela veio criança com sua família da Rússia e, ele, da Lituânia, moço, sem parentes, sozinho, fugindo da guerra.
Não sei como se encontraram.
Será que foi casamento arranjado?
Era comum naquela época.
O Brasil oferecia terras no interior do RS, num projeto de colonização, para imigrantes judeus.
Se não me engano, chamava-se Barão Hirsh quem liderava esse assentamento que deu nome à cidade para a qual meus pais foram designados.
Quatro das minhas irmãs nasceram lá.
Eu, a caçula das mulheres, uma irmã e meu irmão já nascemos em POA.
Formou-se uma família de sete filhos: seis irmãs e um irmão.
Minhas lembranças são tênues da minha infância.
Estudei sempre no Instituto de Educação até me formar, quando fui convidada para lá lecionar e fui ficando, concomitantemente à minha formação superior e pós graduação, até me aposentar.
Iniciei minha vida profissional paralela à minha vida de casada e formação da minha família.
Mas, voltando à minha origem, que me lembre, houve adaptação de meus pais a uma nova cultura, a novos costumes e não me passaram más experiências de vida, que porventura tiveram.
Tinham certo sotaque na língua falada, isso me lembro, e tinham pouco estudo, mas sentia, principalmente em minha mãe grande força, determinação, estímulo e vontade de viver.
Conduzia sua vida com sabedoria inata.
Não conheci meu pai, como a minha mãe.
Com ela convivi mais próxima e mais tempo.
Sentia seu afeto e seu orgulho por mim.
Muitas vezes lembro dela com vontade que pudesse ter vivido mais e aproveitado o avanço em que vivemos.
Acho que esse saudosismo ocorre por saber como ela compartilhava das coisas boas da vida!
Estou surpresa com esses pensamentos que vieram à tona.

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