Comecei a lembrar de minha origem e cheguei a algumas constatações:
-a genética que herdei mais o cuidado que tenho comigo, refletem na minha saúde;
-também influiu o desenvolvimento científico e tecnológico do mundo atual para que eu ultrapassasse, em idade, meus pais;
-a conservação da saúde depende desse desenvolvimento e também do cuidado pessoal preventivo.
Apesar das restrições que surgem com a idade, de maneira geral, sou saudável e dinâmica.
Quando tinha 14 anos perdi meu pai, com 50 anos, de ataque cardíaco fulminante.
Com 26 anos, já casada, minha mãe morreu das complicações da diabete e da angina de peito e estava com 65 anos.
Moços, naquela época e muito mais, nos dias atuais.
Eram imigrantes: ela veio criança com sua família da Rússia e, ele, da Lituânia, moço, sem parentes, sozinho, fugindo da guerra.
Não sei como se encontraram.
Será que foi casamento arranjado?
Era comum naquela época.
O Brasil oferecia terras no interior do RS, num projeto de colonização, para imigrantes judeus.
Se não me engano, chamava-se Barão Hirsh quem liderava esse assentamento que deu nome à cidade para a qual meus pais foram designados.
Quatro das minhas irmãs nasceram lá.
Eu, a caçula das mulheres, uma irmã e meu irmão já nascemos em POA.
Formou-se uma família de sete filhos: seis irmãs e um irmão.
Minhas lembranças são tênues da minha infância.
Estudei sempre no Instituto de Educação até me formar, quando fui convidada para lá lecionar e fui ficando, concomitantemente à minha formação superior e pós graduação, até me aposentar.
Iniciei minha vida profissional paralela à minha vida de casada e formação da minha família.
Mas, voltando à minha origem, que me lembre, houve adaptação de meus pais a uma nova cultura, a novos costumes e não me passaram más experiências de vida, que porventura tiveram.
Tinham certo sotaque na língua falada, isso me lembro, e tinham pouco estudo, mas sentia, principalmente em minha mãe grande força, determinação, estímulo e vontade de viver.
Conduzia sua vida com sabedoria inata.
Não conheci meu pai, como a minha mãe.
Com ela convivi mais próxima e mais tempo.
Sentia seu afeto e seu orgulho por mim.
Muitas vezes lembro dela com vontade que pudesse ter vivido mais e aproveitado o avanço em que vivemos.
Acho que esse saudosismo ocorre por saber como ela compartilhava das coisas boas da vida!
Estou surpresa com esses pensamentos que vieram à tona.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Resistência para viajar
Tenho amigos que facilmente viajam para vários lugares e parecem não ter a dificuldade que tenho .
Acho que sou comodista.
Gosto de lugares conhecidos onde me sinta em casa.
Tenho essa sensação quando vou a Capão, Gramado, Gravatal.
Gosto de lugares em que conheça as pessoas, os caminhos...
Não gosto e não sei arrumar malas.
Levo coisas demais e carrego muito peso, o que se torna incômodo.
Quando chego é o maior alívio, pois vejo que não esqueci nada do que queria trazer e começo a usufruir intensamente.
Aí, o prazer que que me preenche é muito bom!
Cheguei em Gravatal dia 15 e começo a sentir que o tempo está voando e, hoje, 3ª feira, me dá certa ansiedade ao sentir saudades antecipadas do bem estar que se tem aqui: banhos termais maravilhosos, piscinas, caminhadas, jogos, festas organizadas, segurança, encontro de pessoas, compras e o dia rapidamente chega ao fim.
Como a quase dois anos, por motivos vários, não vinha pra cá, quero absorver tudo que me rodeia, vorazmente.
Gostaria de ter menos resistência de viajar, pois quando o faço sinto-me livre, plena e privilegiada.
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Acho que sou comodista.
Gosto de lugares conhecidos onde me sinta em casa.
Tenho essa sensação quando vou a Capão, Gramado, Gravatal.
Gosto de lugares em que conheça as pessoas, os caminhos...
Não gosto e não sei arrumar malas.
Levo coisas demais e carrego muito peso, o que se torna incômodo.
Quando chego é o maior alívio, pois vejo que não esqueci nada do que queria trazer e começo a usufruir intensamente.
Aí, o prazer que que me preenche é muito bom!
Cheguei em Gravatal dia 15 e começo a sentir que o tempo está voando e, hoje, 3ª feira, me dá certa ansiedade ao sentir saudades antecipadas do bem estar que se tem aqui: banhos termais maravilhosos, piscinas, caminhadas, jogos, festas organizadas, segurança, encontro de pessoas, compras e o dia rapidamente chega ao fim.
Como a quase dois anos, por motivos vários, não vinha pra cá, quero absorver tudo que me rodeia, vorazmente.
Gostaria de ter menos resistência de viajar, pois quando o faço sinto-me livre, plena e privilegiada.
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sábado, 16 de julho de 2011
Tombo previsível
É importante dar-me conta, quando surge algum fato em minha vida, que poderia tê-lo evitado. Posso até pensar isso, depois que ocorreu.
Vou exemplificar: tenho um lado da minha casa, com escada que, quando chove, vira um tobogã.
Na última 5ª feira, chovia torrencialmente e, apesar de saber do fato acima, com as mãos carregadas, com um chinelo inadequado, levei um dos maiores tombos que me lembro de ter caído.
Até já previa isto, pois tirei os óculos antes de descer.
Mas o que me fez arriscar?
Imagino que, ter consciência das coisas, não me fez deixar de correr o risco que corri.
Quando me dei conta, voei, bati o rosto e a cabeça na parede e machuquei todo meu lado esquerdo.
Estatelada no chão, os chinelos voaram e os objetos que carregava, idem.
Fiquei parada alguns instantes surpresa e, ao mesmo tempo, preocupada com as consequências do meu ato insano.
Fui levantando devagar, me observando toda dolorida, mas podendo me mexer.
Acabei de descer a escada, recolhendo o que caíra comigo e depois voltei, vagarosamente, para pegar gelo para passar na face, na cabeça e nas pernas, tentando evitar o roxo, principalmente, nas partes mais visíveis.
Não queria evidenciar minha leviandade e explicações, pois viajaria para Gravatal, 6ª feira.
Levei horas passando gelo, Hirudoid, anti inflamatório e, mesmo assim, não evitei roxos na perna e na coxa e ficar toda dolorida.
Bem feito pra eu aprender a me cuidar mais e dar-me conta que não sou onipotente e posso tudo!
Vou exemplificar: tenho um lado da minha casa, com escada que, quando chove, vira um tobogã.
Na última 5ª feira, chovia torrencialmente e, apesar de saber do fato acima, com as mãos carregadas, com um chinelo inadequado, levei um dos maiores tombos que me lembro de ter caído.
Até já previa isto, pois tirei os óculos antes de descer.
Mas o que me fez arriscar?
Imagino que, ter consciência das coisas, não me fez deixar de correr o risco que corri.
Quando me dei conta, voei, bati o rosto e a cabeça na parede e machuquei todo meu lado esquerdo.
Estatelada no chão, os chinelos voaram e os objetos que carregava, idem.
Fiquei parada alguns instantes surpresa e, ao mesmo tempo, preocupada com as consequências do meu ato insano.
Fui levantando devagar, me observando toda dolorida, mas podendo me mexer.
Acabei de descer a escada, recolhendo o que caíra comigo e depois voltei, vagarosamente, para pegar gelo para passar na face, na cabeça e nas pernas, tentando evitar o roxo, principalmente, nas partes mais visíveis.
Não queria evidenciar minha leviandade e explicações, pois viajaria para Gravatal, 6ª feira.
Levei horas passando gelo, Hirudoid, anti inflamatório e, mesmo assim, não evitei roxos na perna e na coxa e ficar toda dolorida.
Bem feito pra eu aprender a me cuidar mais e dar-me conta que não sou onipotente e posso tudo!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Minha casa
Minha casa é arrumada, limpa, um pouco bagunçada e tem muita luz e muita vida dentro dela.
Os livros que saem das prateleiras e são colocados sobre as mesinhas de cabeceira se juntam às revistas para serem lidos.
Tem um quartinho onde acumulo tudo, pois tenho mania de guardar.
O negócio é achar algo, quando preciso.
Gosto de receber meus filhos, meus netos, meus amigos e para isso a casa está sempre pronta.
Ela tem a minha cara: descontraída, espontânea e que me faz sentir bem, assim como as pessoas que a frequentam.
Ontem, num frio de rachar éramos 15 em torno da mesa farta, a nos deliciar com o churrasco feito pelo Vic.
Comemoramos mais uma vez o niver da Re, com o calor humano muito maior do que o fogo das lareiras feito pelo Nei.
Todos conversavam animadamente e o dia ficou pleno até o final, recheado de afeto e calor.
My house is my home.
Os livros que saem das prateleiras e são colocados sobre as mesinhas de cabeceira se juntam às revistas para serem lidos.
Tem um quartinho onde acumulo tudo, pois tenho mania de guardar.
O negócio é achar algo, quando preciso.
Gosto de receber meus filhos, meus netos, meus amigos e para isso a casa está sempre pronta.
Ela tem a minha cara: descontraída, espontânea e que me faz sentir bem, assim como as pessoas que a frequentam.
Ontem, num frio de rachar éramos 15 em torno da mesa farta, a nos deliciar com o churrasco feito pelo Vic.
Comemoramos mais uma vez o niver da Re, com o calor humano muito maior do que o fogo das lareiras feito pelo Nei.
Todos conversavam animadamente e o dia ficou pleno até o final, recheado de afeto e calor.
My house is my home.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Inverno nos pensamentos

Não gosto quando o frio é muito e os dias ficam cinzentos.
Parece que o frio fica por dentro, também.
Os pensamentos como as roupas, de certa forma, me amarram e me vem uma leve tristeza .
Eu, que sou muito ativa, me vejo tomada por um turbilhão de emoções e sentimentos contraditórios, ao pensar em algumas pessoas próximas, que estão limitadas por doença e que estão hospitalizadas.
Apesar de saber que cada um percorre seu caminho, eu me importo com o que me rodeia e me afeto emocionalmente.
Não tenho dificuldade de viver comigo mesma e de enfrentar os pensamentos que surgem e vão crescendo: quando a saúde é perdida, muito ou tudo é perdido.
E, não é?
Acho que viver é muito bom e quando alguém próximo está ameaçado em sua saúde, ponho-me em seu lugar e sinto a impotência que isso representa.
Um corpo saudável e um coração tranquilo é a maior riqueza que se possa ter.
Procuro espantar esses maus pensamentos e problemas.
Busco, então, alguma atividade que ajude a vencer o frio do inverno externo e interno e possibilitar que volte minha tranquilidade no viver.
Parece que o frio fica por dentro, também.
Os pensamentos como as roupas, de certa forma, me amarram e me vem uma leve tristeza .
Eu, que sou muito ativa, me vejo tomada por um turbilhão de emoções e sentimentos contraditórios, ao pensar em algumas pessoas próximas, que estão limitadas por doença e que estão hospitalizadas.
Apesar de saber que cada um percorre seu caminho, eu me importo com o que me rodeia e me afeto emocionalmente.
Não tenho dificuldade de viver comigo mesma e de enfrentar os pensamentos que surgem e vão crescendo: quando a saúde é perdida, muito ou tudo é perdido.
E, não é?
Acho que viver é muito bom e quando alguém próximo está ameaçado em sua saúde, ponho-me em seu lugar e sinto a impotência que isso representa.
Um corpo saudável e um coração tranquilo é a maior riqueza que se possa ter.
Procuro espantar esses maus pensamentos e problemas.
Busco, então, alguma atividade que ajude a vencer o frio do inverno externo e interno e possibilitar que volte minha tranquilidade no viver.
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