quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vizinhança

Interessante o que observo na convivência com vizinhos.
Como em POA moro numa casa, não tenho a mesma vivência como com os vizinhos da praia. Morando em casa cumprimenta-se os vizinhos que passam em frente, troca-se poucas palavras, mas cada um respeita a privacidade do outro e há um afeto no ar.
Sempre tive apto na praia. Esse é o 3º que tenho em Capão.
Como o tempo livre é maior, tem-se um foco comum da ida diária à praia, desce-se pelo elevador comum várias vezes ao dia, passa-se pela mesma porta do prédio, contata-se mais com as pessoas.
Nos prédios anteriores fiz grandes amizades que se mantém até hoje, como "amigos da praia".
Nunca havia contatado com pessoas inconvenientes, agressivas, dissimuladas como nesse último prédio em que moro. Ainda bem que é minoria.
É muito desagradável!
A maioria das pessoas são agradáveis, simpáticas, amistosas.
Mas nunca mais fiz grandes amizades como nos prédios anteriores.
Será que faz parte do mundo atual, que as pessoas ficaram diferentes, mais desconfiadas, mais inseguras, menos afetivas?
Sempre tive necessidade de manter esse lado das amizades com alto astral e quando isso não ocorre me deixa desiludida e chateada.
Procuro ligar-me a pessoas que pensam como eu.
Ainda bem que as encontro, ainda!

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