domingo, 23 de março de 2025

Um dia se morre.,.

Um dia se morre, só um dia... Mas todos os outros dias que se vive, viveu ou viverá é o fundamental, até que um dia se morre. Morrer é um fim, como o dia que morre. Viver é o mais importante, pois cada momento que finda, nao retorna, morre. Usufruir, com relativa consciência, uma paisagem, um momento de silêncio, uma leitura, uma atividade física, um afazer, um contato social, está se vivendo, com o privilégio de estar vivo. Os anos que se vive, que compōe nossa idade, só têm valor, quando acresce, dentro de nós. O acúmulo de vivências nos enriquece e valoriza estar-se vivo. Essa reflexão acontece, quando me dou conta dos meus 85 anos, a pouco completados. De repente penso muito sobre envelhecimento e conscientizo que muitos anos já não os tenho. A vida passa de repente, as lembranças estacionadas num tempo podem nao ser aquelas, hoje lembradas com outra maturidade. Agora penso que o tempo só terá valor pra mim, caso eu o sinta a cada momento. Não o posso guardar, usufruir é o propósito. Não com muito alarde, não com coisas grandiosas, mas na simplicidade, com paz de espírito. A tranquilidade com que eu vivo é o valor que dou ao tempo. Meus movimentos agora mais lentos, me conscientizam que é pra usufruir mais devagar. Embates deixo de lado. porque nao quero convencer mais ninguém de nada em que acredito, que cada um siga seu rumo. Bebericar a vida mais devagar, aos goles, para que eu não sinta que se esvai.

Nenhum comentário:

Postar um comentário