segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vida, idade, longevidade

Esse assunto é recorrente.
Tenho consciência da idade que tenho, 77 anos, e me orgulho dela!
Não tenho desejo de voltar atrás, pois sinto a vida como um presente.
 Adoro me sentir viva, no momento atual!
Lembro da minha infância, de como percebia as pessoas com mais idade.
Que idade teriam?
40, 50, 60, +? Não sei.
Nessa época, as pessoas morriam cedo.
 Pareciam velhas, na aparência, na essência, na maneira de pensar e agir.
Hoje, percebo a vida longeva com outros olhos.
Ouço minha voz interior, pra perceber como me sinto, frente à minha realidade.
Me sinto bem, em paz, ativa, desperta?
Penso, penso muito, e presto atenção nos meus sentimentos, questiono sobre o que me cerca e como estou vivendo.
Tento, com consciência, valorizar o essencial, o verdadeiro, a união, a convivência, o afeto.
O que me alimenta de confiança, de independência, de autonomia, pra viver bem, o momento presente, o aqui, o agora é o desejo de estar bem.
Busco informações diárias da realidade atual, enfrento-a, não me alieno ao que me cerca,  sentindo-me parte integrante.
 Com minhas reflexões sobre a vida, sobre a idade, sobre a longevidade, multiplico o desejo de viver, o dia a dia, com entusiasmo, serenidade e alegria.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A idade avança

Recebi de aniversário da minha neta primogênita Juliana o livro " Que ninguém nos ouça" de Leila Ferreira e Cris Guerra- Terapia virtual entre duas mulheres. 
Excelente livro!
Ju foi original, já na dedicatória, quando disse que preparou uma edição especial, pois assinalou as partes que tinha a ver com ela, comigo, conosco e que mais gostou.
Minha emoção começou com a dedicatória, por perceber o afeto e a sensibilidade da Ju, por escolher e preparar um presente pra mim, com a minha cara, com tudo a ver comigo.
Desde sempre fomos muito ligadas e assim como influí na sua formação, ela influi na minha vida.
A ligação que tenho com ela, tenho com os meus outros quatro netos, que me enchem de orgulho e acrescentam muito afeto em mim.
O livro me fez refletir muito, pela relação estabelecida entre as duas mulheres.
Trocavam e-mails relatando passagens de suas vidas, ligaram-se em uma grande amizade e ajudavam-se mutuamente.
Muito do que era abordado me instigava a refletir e me estimulou a esse texto.
 Um dos aspectos foi sobre o tempo, que está sempre presente no meu pensamento. Talvez, porque completei 77 anos (par de 7, número cabalístico) e que me fez ver que estou muito mais próxima dos 80 do que dos 70.
Onde foi parar o tempo? Como não me dei conta?
Sinto que dentro de mim vive uma criança sensível, alegre, e que, às vezes chora, expressando com verdade o que sente, na gana de viver. Mas o tempo passou...
Brigo com o tempo e não sendo muito pacienciosa, não gosto de ser cobrada, por nada!
Faço minhas escolhas, o melhor que sou capaz, e não me arrependo das que não fiz, das que tive que abrir mão.
Busco viver e valorizar os momentos de alegria e prazer, principalmente com minha família e amigos, que me trazem a sensação real de pertencimento e estar aconchegada.
A medida que a idade avança, procuro ter equilíbrio interno saudável, para não perder a vontade de aprender com novos olhares, que abram espaços dentro de mim.
 A idade avança e por não perceber tento me convencer dessa realidade.
A idade avança e cada vez mais quero poder ter saúde, independência de ação, abertura para o novo com autonomia.
Apesar de não gostar de me desacomodar e gostar da rotina, com o avançar da idade sei que o tempo urge e não há tempo a perder