terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Emoções

A emoção dominante, desse ano que passou, foi a tristeza, não foi angústia, nem revolta e senti que o tempo passou mais devagar, mas ajudou-me, pouco a pouco, a sentir-me melhor.
Sinto saudades daquilo que não ficou, mas não sinto com dor, respiro fundo e tento ser feliz.
Meu problema com o tempo é que, em geral, ele passa muito rápido e eu gostaria de ter o poder de manipulá-lo para passar, nos momentos de tristeza, também assim.
Mas, quando se tem um sofrimento, parece que o tempo paralisa.
Cada vez mais constato que absolutamente nada é definitivo, inclusive a vida, o sofrimento, a dor, as mágoas... 
Minhas emoções estão à flor da pele e, ao fazer aniversário dou-me conta que cheguei à velhice de repente e meus 75 anos, que representam 3/4 de século é uma significativa idade. Ufa!!! 
Apesar desse número, sinto-me privilegiada em chegar nessa idade usando a bicicleta, aqui na praia, como meio de locomoção, diariamente, com vitalidade e habilidade suficientes e, ainda porque possuo a capacidade de usufruir, dos momentos do cotidiano, com as pessoas que me cercam, com alegria e satisfação.
Procuro colher o bom, do dia!
Apesar da minha força física não ser a mesma, apesar de sentir, ao caminhar, minhas pernas mais pesadas, apesar do meu corpo ter mais marcas do tempo, exerço muitas atividades diárias, sem perder meu entusiasmo natural.
Li uma frase essa semana que falava que: "o envelhecimento traz com ele a aproximação da morte" e é real e isso mexe com minhas emoções.
Quando falo minha idade, as pessoas costumam dizer que não parece, mas meu corpo tem esse tempo, apesar de eu não ter sentido essa transformação.
E, ao fazer mais um aniversário, dou-me conta, mais uma vez, que o tempo não anda pra trás e cada instante que vai embora, não volta mais.


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