terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ano novo, renovar?

Minha intenção é, sempre me renovar, me desapegar, não carregar pesos desnecessários, externos e internos, que possam me impedir de seguir em frente, me sentindo bem.
Curto a rotina cotidiana, sem me alienar,  buscando harmonia, sintonia, equilíbrio pessoal e interpessoal.
Cada tempo vivido fácil, difícil, bom, ruim, feliz ou infeliz me preenchem internamente, embasando meu ser, para ter autonomia, liberdade e fazer minhas escolhas.
A cada dia, que é único, conscientizo que tenho poder e controle de minhas decisões e, por isso sou responsável por elas. Sei que não posso escolher tudo, porque não há tempo pra tudo.
Tempo, tempo, tempo...sempre ele.
Dentro dele quero leveza no meu dia a dia, para ser boa companhia pra mim mesma, pra minha família e para meus amigos.
Quero aprender, com tudo e com todos, e me contentar e me encantar com o que possuo.
Quero fazer valer a pena o meu tempo, para experimentar o novo com paz, com sossego e com o sol dentro de mim, mesmo quando tiver que experimentar tempestade.
Não quero que ninguém ande por mim, por minha estrada.
Quero poder confiar no meu potencial para ir e voltar, para me refazer, para me renovar e ser melhor, a cada dia, pra mim mesma e para os que me cercam.
Ano novo chegando, é tempo de refletir sobre renovação.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Relacionando vida e tempo

Meus pensamentos voltam-se seguidamente para a relação que estabeleço entre o tempo e a vida.
O tempo e a vida estão interligados e passa tão rápido o tempo, que não dá para desperdiçar vida.
O mundo de hoje cria valores consumistas que superficializam a vida e, quando percebo que estou valorizando aspectos materiais, externos, me chateia, porque valorizo a felicidade autêntica, que está dentro de mim.
Quando penso nisso, lamento perder tanto tempo criando necessidades, que despertam meu lado consumista.
Se, internamente estou preenchida, minhas necessidades são poucas.
Teria necessidade de estender vida com qualidade, com satisfação, com leveza, com liberdade, com saúde, com afeto...bens maiores.
Na realidade, tentar preencher a vida com consumismo, aumenta a bagagem externa, mas a satisfação de viver, não se acresce.
Basta haver uma perda essencial, para tudo o mais perder importância.
E o tempo não retrocede e a vida se gasta, não se compra, não tem preço e não se pode desperdiçá-la.
Busco a chance de ser feliz, todo o tempo, sem perder de vista e lastimar que o tempo corre célere e que perder vida é irreversível.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Capacidade de lidar com estímulos internos

Penso sempre que preciso lidar com meus estímulos internos: pensamentos, sentimentos, sensações, para evitar ansiedade e medo, que me impossibilitaria de viver minha vida plena.
Busco perceber a realidade que me cerca e quero evitar aspectos que possam gerar alteração de humor, chateação, mau entendimento.
Nesse entardecer da vida, quero ter a capacidade de continuar me deslumbrando diante da beleza de um nascer e por de sol, de observar o desabrochar das flores.
Quero me contaminar de momentos de alegria, junto à minha família e meus amigos.
Quero manter a capacidade de expressar o que penso e quero, e viver com harmonia.
Quero ser responsável por meus atos, quero participar ativamente, quero saber e oferecer meus préstimos, nos acontecimentos cotidianos.
Quero não esperar que as coisas aconteçam, mas agir para que aconteça.
Enfim, quero continuar a entender a vida, para poder ir cada vez mais longe.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Europa pela 1a vez

Velha, vou conhecer parte do velho mundo, pelas mãos do meu filho Vic.
A experiência dele, somada às da Ju e da Denise poderão me ensinar a olhar o que não conheço, na direção do que nunca vi.
Com  sensibilidade, com espanto, com assombro diante da beleza, da natureza, da arte, das construções, conhecerei novos e diferentes lugares.
As janelas, do meu ver e sentir, abrirão meu mundo pessoal, para aquilo que nunca vi, acompanhada de meus afetos o que, certamente, me fascina.
Vivo intensamente o meu cotidiano, com consciência que envelheço.
Procuro me aceitar, mesmo quando me auto critico.
Me sinto vulnerável, quando  enfrento dificuldades naturais que, muitas vezes, travam meu agir, pesam no meu viver, tocam fundo na alma, me chateiam.
Por isso, esse novo porvir abre possibilidades para novos caminhos, novas aprendizagens, novas transformações, que me farão crescer, como pessoa.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Necessidade de renovação

Terminei de ler: Vá aonde seu coração mandar de Suzana Tamaro, sugerido pela Ju, minha neta. É um livro que trata de uma Vó, no final de sua vida, que escreve sobre si mesma, para sua neta ausente, para que um dia ela possa ler.
Dai, veio-me a inspiração para escrever esse texto.
O tempo passa, o outono está terminando, já se vislumbra o inverno e sinto necessidade de renovação. Essa necessidade se impõe como que para sentir que a vida não passa diante de meus olhos sem o devido significado.
Faço tentativas diárias tentando recuperar, no âmago de mim mesma, cada alegria vivida, cada lembrança positiva, no decorrer de todo meu tempo.
Simultaneamente vem o pensamento para o devir, pois minhas vivências diárias não preenchem tudo que quero viver.
Quero sentir-me plena com projetos possíveis de realizar.
O mundo que me cerca me enche de apreensão, pela violência tão presente na realidade atual, no mundo todo, e é quando eu sinto a incoerência com o meu mundo pessoal, preenchido de afetos.
Vejo e ouço através do rádio, dos jornais, da TV, noticiários que destacam males que chegam a nublar as novas descobertas e evolução científicas, que podem tanto ajudar a humanidade.
Busco não abalar meus pensamentos e minhas ações, com essas preocupações, enfrentando os possíveis obstáculos, que possam interferir em meu bem estar.
Alguns solavancos, de certa forma, me atingem, mas prossigo renovando-me continuamente, como uma necessidade essencial de viver.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dia das Mães



Já escrevi um texto sobre o Dia das Mães, parece redundância escrever de novo, mas durante toda essa semana recebi muitos votos de Feliz Dia das Mães, que me faz refletir de novo sobre essa homenagem.
Se é mãe todos os dias, mas sempre é uma emoção ver os filhos combinando para estarem todos juntos no nosso dia.
Tantas funções exercemos no decorrer da vida, mas creio que a mais importante é ser mãe.
Os filhos estão sempre em nosso pensamento. Não lembro um dia sequer que não estejam, mesmo agora que são adultos, independentes, temos elos que nos ligam e que tornam nossa relação tão forte e consistente, que pode superar qualquer outra, por mais importante e significativa que seja.
Emoção e amor se multiplicam nos encontros com eles e com as famílias que formaram. Nosso afeto reflete no cuidado e no amor deles com seus filhos.
 Esse ano comemoramos o Dia das Mães com grande parte da família, do lado dos Wulff, na Chácara, que reuniu mais de 40 pessoas. Foi muito animado, mas também nostálgico, que fazia lembrar dos que não mais estavam entre nós.
O tempo passou pra todos e os encontros propiciam mostrar a união que permanece entre nós.
Antes de terminar esse dia pleno de comemoração, novo encontro começa a ser combinado em torno de uma feijoada.
Os encontros de família reforçam a união das famílias entre si e com seus filhos e netos.
Nesse dia lembramos todos os motivos do mundo para sermos felizes, não no dia das mães, mas em todos os dias da vida.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Realidade pessoal, somatório de todas vivências

Fui a uma Palestra, promovida pela Associação Pathwork RS (pathwork-caminho do trabalho, para o autoconhecimento), sábado, na Livraria Cultura, "Como criamos nossa realidade atual?", que me inspirou escrever.
Claro que minha realidade atual é um somatório de tudo que eu vivi, desde que nasci até hoje,
As lembranças que trago, desde a tenra idade, são tênues, parciais e, muitas vezes, truncadas, mas não deixam de fazer parte de mim.
Busquei-as, na memória, quando me tratei, para ajudar-me elaborá-las.
Meu esforço, meus acertos, meus erros...mas principalmente, o afeto que trago dentro de mim e que me alimenta, é que dão sentido à minha vida e faz com que eu não esteja envolvida só comigo mesma.
Satisfaço minhas necessidades pessoais, pela capacidade que adquiri de me relacionar com o outro.
Objetivamente, não nego minhas origens e tento avaliar, com a maturidade de hoje, as lembranças que estão dentro de mim e que influíram em minha formação e em minha relação comigo mesma e com os outros.
O que vivi ficou limitado e congelado em cada vivência, em cada observação, que me traz, às vezes, um conhecimento restrito e uma percepção falsa, pelo nível de maturidade, na ocasião.
 Tomo consciência da limitação da memória.
 Tudo que introjetei, por todo tempo, fazem parte de mim.
Procuro lembrar de facetas, que possam ampliar meu entendimento, para tentar me conhecer melhor.
Ter consciência do que carrego comigo reveste de novos significados os fatos de vida.
 Consigo separar o que é meu e o que não é, e procuro dissolver distorções das minhas lembranças. Entendo que posso aceitá-las, ou não.
A partir do que lembro, das minhas motivações, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, minhas ações e reações fazem da minha vida, uma aventura significativa.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Longevidade

Viver nos dias de hoje, quando somos mais longevos, me leva muitas vezes a lembrar de meus pais. Quanta diferença para o tempo de hoje!
Valorizo a medicina que ajuda a ter mais qualidade de vida física. Faço exames e consultas periódicas e sistemáticas e tudo que pode estar sob controle, está. 
 Faço atividades físicas que me dão muito prazer.
Sou muito ativa e participante e me instigo a viver com sabedoria suficiente, pra não parar.
Mas o mais importante é que me sinto acolhida e tenho um convívio harmonioso, afetivo, com minha família e amigos, como parte integrante.
Vivo adequada à minha idade real, apesar do mito "ser jovem", dos dias de hoje.
A passagem do tempo, em cada fase, foi valorizada por mim e me acumulou de experiência para viver a velhice com mais maturidade. 
Procuro sempre reconstruir uma nova maneira de viver, sem pressa.
Aproveito as novidades, leio livros e jornais e me atualizo com as notícias, que me inserem no momento atual, e me deixam bem informada e, assim, expando meus interesses.
Valorizo o bom humor.
Por motivos reais, vivo momentos de tristeza, sei que nada é sempre perfeito e sofrer faz parte.
Vencer cada desafio cotidiano com coragem me serve como um estímulo pra crescer.
Lutei pra ter independência, pra tomar minhas decisões e o faço.
Não quero me acomodar, não quero me arrastar.
Viver com leveza é meu grande objetivo. 
Questiono, sou crítica e sei que ainda posso ajudar e mudar aquilo que não acho bom.
Valorizo a inter-relação, mas sou independente e isso me favorece.
Não quero valorizar o que é desnecessário.
Apesar de ter consciência que a velhice é a última fase da vida, a faço ser, ainda, uma fase de transformação e acredito que pode ser lúcida e divertida.
Me sinto privilegiada de ser capaz de valorizar minhas condições, na idade em que estou.
Quando escrevo, sinto prazer em registrar pra mim mesma, o que reflito,  como se eu colocasse os pingos nos "is".
E o meu blog "Reflexão"me ajuda nisso.





Acidente e a sanidade emocional

Poder-se-ia chamar"acidente" o que aconteceu?
Tem a ver com sanidade emocional...
Um piloto arremeter o avião, com muita velocidade ao solo, carregando à morte mais de 150 pessoas, o que dizer?
Loucura!!!
Quem avaliava esse profissional não observou os sinais?
O insano sempre mostrará alguns sinais...mas, nesse caso, não foram detectados e olha no que deu.
A mídia, todos os dias, anuncia grande número de morte, por acidente, por violência...
Vivemos cercados de perigos reais e ficamos impotentes frente a isso.
Como evitar essas ameaças?
Impossível!
Sinais sutis de comportamento, muitas vezes difícil de detectar, revelam sintomas de insanidade.
Morre muita gente por causa disso e nada é feito. 
Motos, carros, ônibus, estradas, violência...me assustam. Perigo corre solto.
A morte sempre traz tanto sofrimento e não podemos evitá-la, porém a morte por acidente, por violência, que poderia ser evitada, cada vez cresce mais!
Pessoas, comprometidas emocionalmente, apresentam sinais que podem ser identificados e mostram que a ajuda é imprescindível.  Essas pessoas vão deixando escapar evidências que podem causar danos e fazer correr perigo a si e aos que as cercam e quando auscultadas, evidenciam que precisam apoio psíquico. 
Tenho claro que preservar a vida é fundamental!
A vida é tão preciosa!
Seria maravilhoso que, atualmente, quando podemos ser mais longevos e o desenvolvimento é maior da Ciência,  as mortes causadas por acidentes e violência pudessem ser evitadas e a vida não fosse ceifada de maneira tão brutal.
  

segunda-feira, 16 de março de 2015

Travessia

Alguma palavra, algum texto, algum fato me inspira.
Fernando Pessoa escreveu:
" É tempo de travessia. Se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos."
Muitas vezes não fazemos alguma travessia e ficamos à margem, mas é o tempo que precisamos.
Quando nossa vida se torna mais densa e não conseguimos vislumbrar onde queremos ir, que direção tomar, precisamos de um tempo maior para clarear, para acordar...
De alguma forma, tudo passa ou vai passar e ai, tomamos algum rumo e assumimos o comando da nossa travessia, para não ficarmos à deriva da vida.
Aprender, fazer progresso interno é o que poderá nos transportar para lugares mais seguros dentro de nós mesmos.
O intervalo entre o nascer e o morrer é pleno de travessias que têm significados relevantes, que preenchem nossa vida.
E, cada travessia de vida que fazemos, nos fazem seguir em frente.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Fim de veraneio

Março de 2015...
Mantenho-me na praia, apesar do movimento ter diminuído, como fim de festa.
Curto a praia de qualquer jeito: com movimento, sem movimento, com sol, sem sol...
Aprecio o nascer do sol, a lua cheia escondendo-se nas nuvens e, depois refletindo no mar, os dias ensolarados, os dias nublados, minha bicicleta..., mas nessa época sinto falta de gente!
Mesmo assim, procuro valorizar cada dia, salvando-o da monotonia, que poderia me entristecer.
Percebo que os dias ficaram mais frescos, que o calendário tradicional que iniciou em janeiro, agora realmente começou. A praia esvaziou e POA voltou ao atrolho... com movimento, que não acaba mais. 
Nos fins de semana, a praia volta a movimentar-se, mas 2a feira volta a esvaziar. É a época que os trabalhadores daqui, tiram suas férias e muitos locais fecham suas portas.
Meu calendário pessoal, intimo, acena que está chegando a hora de voltar.
Aprecio o mar limpo, as ondas que vêm e vão e procuro salvar cada dia que vai e vai...
Tento encompridar o veraneio, acho agradável ficar aqui, mas prefiro a praia lotada.
Ficarei mais uns dias, aproveitarei a convivência dos meus, que ainda vêm, mas logo, logo estarei voltando... 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Emoções

A emoção dominante, desse ano que passou, foi a tristeza, não foi angústia, nem revolta e senti que o tempo passou mais devagar, mas ajudou-me, pouco a pouco, a sentir-me melhor.
Sinto saudades daquilo que não ficou, mas não sinto com dor, respiro fundo e tento ser feliz.
Meu problema com o tempo é que, em geral, ele passa muito rápido e eu gostaria de ter o poder de manipulá-lo para passar, nos momentos de tristeza, também assim.
Mas, quando se tem um sofrimento, parece que o tempo paralisa.
Cada vez mais constato que absolutamente nada é definitivo, inclusive a vida, o sofrimento, a dor, as mágoas... 
Minhas emoções estão à flor da pele e, ao fazer aniversário dou-me conta que cheguei à velhice de repente e meus 75 anos, que representam 3/4 de século é uma significativa idade. Ufa!!! 
Apesar desse número, sinto-me privilegiada em chegar nessa idade usando a bicicleta, aqui na praia, como meio de locomoção, diariamente, com vitalidade e habilidade suficientes e, ainda porque possuo a capacidade de usufruir, dos momentos do cotidiano, com as pessoas que me cercam, com alegria e satisfação.
Procuro colher o bom, do dia!
Apesar da minha força física não ser a mesma, apesar de sentir, ao caminhar, minhas pernas mais pesadas, apesar do meu corpo ter mais marcas do tempo, exerço muitas atividades diárias, sem perder meu entusiasmo natural.
Li uma frase essa semana que falava que: "o envelhecimento traz com ele a aproximação da morte" e é real e isso mexe com minhas emoções.
Quando falo minha idade, as pessoas costumam dizer que não parece, mas meu corpo tem esse tempo, apesar de eu não ter sentido essa transformação.
E, ao fazer mais um aniversário, dou-me conta, mais uma vez, que o tempo não anda pra trás e cada instante que vai embora, não volta mais.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O que reflito sobre a vida e seu controle

Difícil dizer o que é a vida e seu controle, mas...
Presto atenção na vida e procuro perceber o que me cerca, me conecto com a realidade e tento construir as mudanças necessárias, com o máximo de equilíbrio das minhas emoções.
Olho para o hoje e tento não pensar o que me reserva o futuro. É intenso o meu olhar para o que é positivo e, assim, amaino a tensão natural diante dos fatos indesejáveis da realidade, que possam gerar dor, tristeza...
Não posso ter controle sobre como os acontecimentos virão a ocorrer, apesar da minha auto exigência e quase rigorosa vontade de que tudo esteja bem.
Construo a resiliência necessária para estar aberta aos bons e bonitos estímulos diários e que fortalecem o equilíbrio e a coragem de seguir em frente.
Preservo minha zona de conforto e espaço pessoais, com relativa serenidade e alegria, para enfrentar o que for inexorável do cotidiano.
Quero ter o possível controle, para usufruir a cada momento da vida com alegria e satisfação e me sinto privilegiada na medida que tenho consciência do que busco e do que valorizo, que me fazem sentir bem.