terça-feira, 15 de julho de 2014

Reforma da casa

Casa vem a ser o local que nos abriga e reflete nossa maneira de sentir. O concreto da casa, de certa forma, nos representa. 
Ela nos abriga, nos acolhe e recebe, conosco, os que queremos bem. 
Com a perda do Alberto me senti sozinha na casa, apesar de rodeada dos meus. 
Me esforcei em me preencher, me ocupando com ela, planejando uma reforma externa, tentando fazê-la mais bonita, mas as coisas não saíram conforme o planejado. 
Uma primeira equipe de funcionários não terminou nem metade da obra e a abandonou. 
E, aí, as coisas se complicaram... 
Difícil conseguir pessoas que possam dar continuidade ao trabalho iniciado, tornando inatingível o cronograma, previsto inicialmente. 
Há numa sensação de nunca mais entrar numa normalidade.
 Críticas ao trabalho eram feitas pelos que vinham dar orçamento e tinha-se uma sensação que a casa nunca mais iria voltar ao normal.
Finalmente, após alguns meses, uma nova equipe assumiu e passo a vislumbrar o término da reforma, apesar de ter uma sensação de incredibilidade. 
O que mais quero é voltar a sentir-me bem com a casa, com liberdade de ir e vir, sem ameaça à normalidade de viver a rotina do cotidiano. 
Escrever sobre essa experiência favorece e ajuda a absorver a turbulência que se viveu nesses últimos tempos e cabe torcer que a obra chegue ao fim.


Um comentário:

  1. Tia! Reforma, como qualquer mudança é sempre turbulenta. É desacomodar para reacomodar, só que não se sabe quando e como vai ficar pronta..é sempre uma grande incógnita. Que bom que estas últimas reformas/mudanças já estão em fase final! Queremos curtí-las agora!!!

    ResponderExcluir