Ela nos abriga, nos acolhe e recebe, conosco, os que queremos bem.
Com a perda do Alberto me senti sozinha na casa, apesar de rodeada dos meus.
Me esforcei em me preencher, me ocupando com ela, planejando uma reforma externa, tentando fazê-la mais bonita, mas as coisas não saíram conforme o planejado.
Uma primeira equipe de funcionários não terminou nem metade da obra e a abandonou.
E, aí, as coisas se complicaram...
Difícil conseguir pessoas que possam dar continuidade ao trabalho iniciado, tornando inatingível o cronograma, previsto inicialmente.
Há numa sensação de nunca mais entrar numa normalidade.
Críticas ao trabalho eram feitas pelos que vinham dar orçamento e tinha-se uma sensação que a casa nunca mais iria voltar ao normal.
Finalmente, após alguns meses, uma nova equipe assumiu e passo a vislumbrar o término da reforma, apesar de ter uma sensação de incredibilidade.
O que mais quero é voltar a sentir-me bem com a casa, com liberdade de ir e vir, sem ameaça à normalidade de viver a rotina do cotidiano.
Escrever sobre essa experiência favorece e ajuda a absorver a turbulência que se viveu nesses últimos tempos e cabe torcer que a obra chegue ao fim.