Tinha intenção de retornar logo em seguida, mas sempre algo
impedia.
A praia com vento nordestão não me atrapalhou para dar minhas voltas de bicicleta nem para prestar atenção nos meus sentimentos.
Antes de qualquer coisa, ao chegar, largo minha bagagem, abro as janelas, saio pra encher os pneus e dar minha 1ª grande volta e aí minha mente se aquieta e sinto um bem-estar evidente.
Saio de bicicleta em vários momentos do dia, o que me dá enorme prazer e suaviza minha impaciência natural.
Quinta, sexta, sábado foram dias muito ventosos e só no Domingo ficou como um dia de verão e da sacada observava os tímidos guarda-sóis e pessoas que lagarteavam.
Olho e me deleito com a paisagem que se descortina e saboreio essa fonte de energia que sinto.
Muito movimento de carros e as praças cheias com pessoas em grupo conversando e tomando chimarrão...
O calçadão cheio me faz andar de “bici” pela ciclovia.
Alberto e eu, ao darmos nossas voltas a pé encontramos poucas pessoas conhecidas.
Quero usufruir intensamente cada momento e a cada coisa que faço, ando até meu quarto ou até a sala pra deleitar-me com a visão da praia.
Surpreende-me sempre o prazer que sinto ao tomar café na sacada olhando o nascer do sol.
Tenho resistência em retornar, mas a vontade de estar com os meus é maior do que ficar em Capão.
Reflito que as raízes e os laços que me prendem a Porto Alegre são muito fortes, por isso não passo mais tempo aqui.
Volto-me para dentro de mim e alguns sentimentos vêm à tona em relação ao que sinto.
Lembro um trecho que li há pouco:
“Criadores de nós mesmos, nos inventamos e reinventamos sem trégua, diariamente. A cada experiência, boa ou má, nasce um outro eu de nossa própria autoria. O talento é dado a todos, sem exceção. Por instinto e vocação, todos nós concebemos, nos rascunhamos, nos passamos a limpo e nos apresentamos em público na versão que julgamos menos falha ou mais convincente. Depois, voltamos corajosamente para dentro de nós e labutamos. Tentamos nos emendar, nos corrigir. Cortamos aquela parte que nos incomoda ou não soa bem e acrescentamos algo que agora nos dá sentido.” Trecho do livro Arroz de Palma
Em época de veraneio não tenho esse sentimento, porque me sinto rodeada por muitos amigos e por meus filhos com suas famílias, que chegam rotineiramente à praia.
A praia com vento nordestão não me atrapalhou para dar minhas voltas de bicicleta nem para prestar atenção nos meus sentimentos.
Antes de qualquer coisa, ao chegar, largo minha bagagem, abro as janelas, saio pra encher os pneus e dar minha 1ª grande volta e aí minha mente se aquieta e sinto um bem-estar evidente.
Saio de bicicleta em vários momentos do dia, o que me dá enorme prazer e suaviza minha impaciência natural.
Quinta, sexta, sábado foram dias muito ventosos e só no Domingo ficou como um dia de verão e da sacada observava os tímidos guarda-sóis e pessoas que lagarteavam.
Olho e me deleito com a paisagem que se descortina e saboreio essa fonte de energia que sinto.
Muito movimento de carros e as praças cheias com pessoas em grupo conversando e tomando chimarrão...
O calçadão cheio me faz andar de “bici” pela ciclovia.
Alberto e eu, ao darmos nossas voltas a pé encontramos poucas pessoas conhecidas.
Quero usufruir intensamente cada momento e a cada coisa que faço, ando até meu quarto ou até a sala pra deleitar-me com a visão da praia.
Surpreende-me sempre o prazer que sinto ao tomar café na sacada olhando o nascer do sol.
Tenho resistência em retornar, mas a vontade de estar com os meus é maior do que ficar em Capão.
Reflito que as raízes e os laços que me prendem a Porto Alegre são muito fortes, por isso não passo mais tempo aqui.
Volto-me para dentro de mim e alguns sentimentos vêm à tona em relação ao que sinto.
Lembro um trecho que li há pouco:
“Criadores de nós mesmos, nos inventamos e reinventamos sem trégua, diariamente. A cada experiência, boa ou má, nasce um outro eu de nossa própria autoria. O talento é dado a todos, sem exceção. Por instinto e vocação, todos nós concebemos, nos rascunhamos, nos passamos a limpo e nos apresentamos em público na versão que julgamos menos falha ou mais convincente. Depois, voltamos corajosamente para dentro de nós e labutamos. Tentamos nos emendar, nos corrigir. Cortamos aquela parte que nos incomoda ou não soa bem e acrescentamos algo que agora nos dá sentido.” Trecho do livro Arroz de Palma
Em época de veraneio não tenho esse sentimento, porque me sinto rodeada por muitos amigos e por meus filhos com suas famílias, que chegam rotineiramente à praia.
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