Estou triste, muito triste.
Já havia falado nele num texto do blog.
Vivia no Lar dos Velhos e muitas vezes o visitei, mas não tantas como ele gostaria.
Convivi com ele a maior parte da minha vida, pois tinha menos de 7 anos quando o conheci.
Frente a um grupo, quando eu estava com ele, costumava comentar, rindo:
-" Ela sentou no meu colo".
Era como um pai ou como um irmão mais velho, pra mim.
Nunca o vi brabo nem agressivo nem brigar com ninguém. Era muito gentil e educado.
Chegou como imigrante da Hungria bastante jovem.
Quando conheceu Hanna, minha irmã mais velha, se apaixonaram e ela largou todos os possíveis "bons partidos", segundo minha mãe, para com ele casar.
Formaram uma família com três filhos que tiveram seus próprios filhos.
Dia 17 de março fui na comemoração dos seus 87 anos, o achei abatido e fraco, pois tinha retornado do hospital fazia pouco tempo, mas estava lúcido como sempre e interagindo com todos.
Logo voltou a sentir-se mal e tiveram que novamente o internar e foi piorando, dia a dia, até que ontem morreu.
Sua imagem e as boas lembranças ficam guardadas dentro de mim e mais uma vez fico a refletir sobre a finitude, que é triste, muito triste.

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