segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dia das Mães

Por menos importância que dou a esse dia, como um dia especial das mães, pois se é mãe todos os dias, sempre sinto uma emoção diferente ao ver meus filhos combinando para estarem todos juntos comigo.
Vic e Joel fazem o almoço e Nei, a 2500km daqui, twitta para dizer-me que passa ainda hoje para me dar um beijo.
Flores, presentes, beijos, e-mails, telefonemas, cumprimentos, enriquecem essa homenagem.
Assume-se tantas funções no decorrer da vida, mas creio que ser mãe é a mais importante.
Não há um dia sequer que não se pensa nos filhos.
Viram adultos, independentes, mas os elos que nos ligam são tão fortes e consistentes que passam a ser os mais importantes e significativos de tudo o mais.
Emoção e amor se multiplicam e se somam, nos encontros com eles, com as famílias que formaram e, ao observar o cuidado e amor deles com seus filhos.
A reciprocidade de afetos entre mim e meus filhos fortalece e embasa o afeto que estabeleço com minhas noras e meus netos.
E, mais uma vez afirmo:
Tenho todos os motivos do mundo para ser feliz, não no dia das mães, mas em todos os dias da vida.

domingo, 6 de maio de 2012

Gyorgy morreu

Gyorgy, meu cunhado mais velho, morreu, oito anos depois da minha irmã.
Estou triste, muito triste.
Já havia falado nele num texto do blog.
Vivia no Lar dos Velhos e muitas vezes o visitei, mas não tantas como ele gostaria.
Convivi com ele a maior parte da minha vida, pois tinha menos de 7 anos quando o conheci.
Frente a um grupo, quando eu estava com ele, costumava comentar, rindo:
-" Ela sentou no meu colo".
Era como um pai ou como um irmão mais velho, pra mim.
Nunca o vi brabo nem agressivo nem brigar com ninguém. Era muito gentil e educado.
 Chegou como imigrante da Hungria bastante jovem.
 Quando conheceu Hanna, minha irmã mais velha, se apaixonaram e ela largou todos os possíveis "bons partidos", segundo minha mãe, para com ele casar.
Formaram uma família com três filhos que tiveram seus próprios filhos.
Dia 17 de março fui na comemoração dos seus 87 anos, o achei abatido e fraco, pois tinha retornado do hospital fazia pouco tempo,  mas estava lúcido como sempre e interagindo com todos.
Logo voltou a sentir-se mal e tiveram que novamente o internar e foi piorando, dia a dia, até que ontem morreu.
Sua imagem e as boas lembranças ficam guardadas dentro de mim e mais uma vez fico a refletir sobre a finitude, que é triste, muito triste.





terça-feira, 1 de maio de 2012

Importância das coisas

A importância que dou às coisas depende das circunstâncias em que acontecem na minha vida.
Quando penso que satisfiz todas minhas necessidades básicas, crio novas.
Vivo dentro da realidade, como parte ativa e pertinente.
Não fico indiferente nem à vida nem à morte.
Elas, vida e morte, são enigmas instigantes, por isso não fico apática a nenhuma delas.
Observo tudo em torno de mim e as coisas que conquistei e me sinto privilegiada por estar bem, fazer com prazer o que me proponho e usufruo com alegria, sem tensão, a tudo e todos que me rodeiam.
Quisera esticar o tempo para sorvê-lo bem devagar.
A pressa com que ele passa me assusta e porisso estou sempre correndo.
Mesmo assim não fico ansiosa e consigo aproveitar cada momento que vivo.
Não transfiro para amanhã os momentos e oportunidades que surgem.
Dou a devida importância às coisas que conquisto.