Esse fim de semana encerra minha estadia na praia, que durou de dezembro até abril.
Em geral retornava em início de março, mas minha volta tardia deve-se ao novo apartamento.
Despeço-me com um sentimento ambivalente: quero ficar mais e, ao mesmo tempo, retomar minha rotina porto-alegrense.
Começo a organizar os armários, ver o que quero deixar e o que quero trazer de volta e, ao fazê-lo, vou observando, ainda, novos detalhes desse novo lugar.
Os dias passaram tão rápido que os filmes e os livros que trouxe pouco vi e li.
O que me ocupou tanto?
Não sei, só sei que levanto muito cedo, vejo o sol nascer em uma visão estonteante, fico observando o mar, as pessoas que caminham muito cedo no calçadão e na beira mar e, cada manhã é diferente da anterior.
Tomo meu café na sacada, acompanhada de tudo isso.
Durmo tarde, quase não vejo TV e não paro um segundo.
Caminhei à beira mar, fui à praia, andei de bicicleta e estive sempre ocupada com alegria, satisfação, descontração e muita vida!
Já sinto falta da bicicleta que me dá tanta liberdade de movimento e tanto prazer de com ela percorrer os diferentes trajetos que tanto gosto e conheço.
Sei que volto a encontrar meus amigos de praia em algum momento, mas a família, que estarei muito mais próxima em POA, é o estímulo maior para voltar.
Observo a lua que está ficando cheia, brilhando e refletindo-se nas ondas, me emociono e sinto deixar essa visão. Tento registrá-la na memória.
Sinto, enfim, saudade antecipada dessa rotina que me preencheu de novo gás, de nova energia e de novo entusiasmo para voltar e seguir.
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