Penso nesse dia e tento avaliar-me como mulher.
Sou mulher todos os dias, não nesse dia especial de comemoração.
Só posso pensar em mim como mulher e assim curto meus pensamentos, minhas ações e as transformações que sofro ao longo do tempo.
Tento comparar as mudanças que ocorreram nesse tempo de vida: amadureci, as marcas aparecem no meu exterior e interior físico e a vitalidade interna, a aceleração de motor que mantenho, muitas vezes sem cautela, não diminui a aparência de avó que aparento.
O fôlego, apesar da jovialidade e entusiasmo internos, para atender a tudo que me proponho, às vezes falta.
A cabeça lidera meu movimento, meus interesses e alimenta minhas escolhas.
Tenho liberdade de ir e vir, sou imprevisível e às vezes surpreendo-me a mim mesma.
Tenho mais defeitos do que gostaria, mas os fatos revelam que busco acertar.
Gostaria de me aquietar mais, mas meu jeito de viver, o prazer e a alegria das minhas ações, os riscos calculados que corro, de certa forma, negam esse fato.
Esse dia especial é como qualquer outro dia especial, porque todos os dias são meu "dia da mulher".
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