segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tema do XVII Encontro sobre o Envelhecimento





O tema do XVII Encontro sobre Envelhecimento é:
" O saber do idoso na autonomia da Vida".
O nº de idosos vem aumentando significativamente nos dias de hoje e é cada vez mais destacado o poder que o idoso pode exercer na sociedade.
É importante a conscientização do seu valor na interação com o meio em que vive.
Pensando sobre esse tema, mais uma vez me dou conta que não tenho dúvida que a pessoa, em qualquer idade, precisa saber o valor de seu papel e ter um senso crítico para analisar o que a rodeia e fazer as melhores opções para praticar com autonomia sua vida.
Quanto melhor o idoso estiver cuidando-se, usufruindo das oportunidades que se apresentam, buscando aprimorar-se, melhor relacionar-se-á e melhor será sua vida.
Ao avançar na idade, muitos desistem de continuar a se desenvolver em todos os sentidos, por achar que não vale mais a pena.
É comum ficar mais rígido não só fisicamente, mas nas atitudes.
Penso ainda que, muito mais que saber, é ter-se saúde emocional para exercer, na plenitude, essa autonomia.
O equilíbrio emocional com que cada um leva sua vida traz como consequência a busca de autonomia na sua vida.
Será interessante discutir esse foco com o grupo e espero que, se necessário, ao darem-se conta das condições internas responsáveis por cada agir, cada um elabore sobre o que lhe limita e seja capaz de buscar a ajuda necessária que o faça vencer os obstáculos pessoais.
Conviver com as limitações físicas que vão surgindo com a idade não é o mais difícil.
As limitações emocionais , ao meu ver, quando negadas, não conscientizadas, passam a ser o mais castrador em termos do uso da autonomia.
Como exercerá autonomia na vida alguém preso à sua insegurança, tristeza, insatisfação, falta de entusiasmo,rigidez, depressão?
Para tomar as rédeas do bem viver é preciso mais do que tudo querer Viver na plenitude e se responsabilizar por transformar-se e transformar ao seu redor.
Cada um é responsável pela condução da sua vida com saber, poder e autonomia!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vencendo a dor

Meados de abril, feriadão da Páscoa me leva novamente a refletir da rapidez com que o tempo passa.
A avaliação médica que faço de 6 em 6 meses chegou.
Não gosto de ficar em jejum por 12 horas, mas me livro logo dos exames de laboratório, para não ficar sofrendo.
Fiz uma ressonância do ombro esquerdo, que não parou de doer, ainda, para melhor avaliação. Já tinha feito uma ecografia no final do ano passado.
O ortopedista constatou mais precisamente o rompimento parcial do ligamento e a formação de bursite. Como a dor está muito persistente e se tornando crônica decidiu realizar infiltração de cortisona para ver se resolve, pois o antiinflamatório que tomei não adiantou.
Após a infiltração pensei que também não ia adiantar, mas parece que o alívio já iniciou.
Fico me observando para ver se não estou me enganando, pois como não gosto de me sentir fragilizada tenho medo de continuar a sentir a dor persistente do braço.
Me pego testando o movimento e realmente estou conseguindo levantá-lo sem abafar um gemido, como nos últimos tempos, pelo menos nos últimos 6 meses.
Não deixo de fazer meus exercícios, de organizar minhas coisas e as da casa e corro um pouco mais para me livrar dessa avaliação médica.
A gente só se dá conta como a maior parte do tempo sente-se bem, quando aparece uma dor que vai se tornando crônica e vamos nos acostumando a senti-la e a nos proteger para evitá-la.
Fiquei com medo de atrofiar o movimento do braço por evitar sentir dor.
Como a idade que me encontro é a dita Idade do "Condor"(com dor), achei que tinha chegado minha vez.
Já tive várias épocas que meus ossos reagiram com muita dor e já fiz muitos tratamentos, tanto que já me sinto especialista no assunto.
O negócio é achar a medicação e o procedimento que vai resolver e, às vezes, leva um tempo.
Através de vários caminhos, avaliações, diagnósticos, procedimentos parece que mais essa luta vai ser vencida.
É o que espero!!!!!!