Sinto grande prazer em registrar minhas reflexões.
Reflito em voz alta através do meu blog e assim não guardo só pra mim o que penso.
Não acorrento a vida que trago dentro de mim, não deixo morrer o que está no meu pensamento.
Se algo bloqueia minha alegria, minha emoção, trato de tornar temporário, elaborando o que acontece.
A vida é movimento, não pára, passa, o que é inevitável.
Viver o aqui e o agora é dar consistência a esse movimento da vida.
O futuro é incerto e o passado, passou.
À minha maneira: o bem-querer faz parte do meu hoje, aprendo a lidar com as dificuldades, a construir meu caminho("pathwork"), brinco, me divirto, me acomodo ao irreversível, sou feliz.
Interessante quando penso em crença em Deus.
Choco as pessoas quando digo que sou atéia.
Não acredito num Deus externo que ficaria atendendo a pedidos de orações daqueles que por crerem serão atendidos ou que punirá aquele que transgredir ou não crer.
Com tanta desigualdade e injustiças no mundo, seria crer num "Deus" injusto que ficaria escolhendo quem deve sofrer, morrer, viver, ser punido ou receber alguma"graça".
Penso que se tenho uma atitude de medo frente ao sofrimento, à doenças, à morte, a um ser superior infinito ou a qualquer coisa que me ameace, estaria colocando toda a responsabilidade do que acontece fora de mim.
Nada poderei evitar que aconteça através de orações a um ser superior de poder infinito que decidiria graças e punições.
O medo muitas vezes transforma as coisas em muito maiores do que realmente são e provavelmente independente do medo que eu possa sentir não evitarei que aconteça.
Aquilo que for irremediável, aceitando poderei atenuar o sofrimento.
Sofrer antecipado é sofrer duas vezes.
A vida que não é perfeita é melhor vivida quanto mais me conheço.
Apostar em Deus para ajudar a vencer as fases difíceis ou não, me parece infantil.
Quanto mais madura eu me torno, mais me responsabilizo por mim e pelos meus atos e não projeto num ser superior a condução da minha vida.
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