segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Noras


Sempre quis escrever sobre o que representa a relação nora-sogra.
Ao ter só filhos homens, muitas vezes ouvi: "Vais ser sogra"...
A frase representava a ameaça de perder os filhos para suas esposas.
Ficava matutando da experiência que viveria, no futuro, nessa função, mas sem maiores preocupações.
Não relacionava à minha experiência de nora, pois tive um filho atrás do outro e meu papel mais importante dentro do meu casamento era conciliar o meu trabalho de professora com meu papel de mãe.
E isso, muito me ocupava, pois ainda exercia muitas outras funções: trabalhando, estudando, sendo mãe de 3 filhos, não tinha tempo pra nada mais, nem pra ser nora.
Alberto, único filho homem, foi um ótimo modelo como filho e eu sentia, da minha sogra, admiração e afeto.
Casei aos 20 anos e fui mãe aos 22, pela 1ª vez, e fui aprendendo a exercer esse papel como o mais importante na Vida.
Com 28, já estava com meus 3 filhos: Victor, Joel e Nei.
Como toda aprendizagem, foi também através de ensaio e erros.
E os filhos crescem e vão nos apresentando para os novos papéis que viveremos na nossa relação familiar.
Ao casarem, tive finalmente a possibilidade de ser sogra e aí viver o que isso representava.
Nunca senti ameaça em perder meus filhos.
Sinto grande cumplicidade com cada um.
Não competi com seus amores e sempre desejei o bem estar deles.
Para ter tranquilidade, paz, alegria bastava vê-los amados, realizados, em paz e felizes.
Sei que a vida não é só feita de conquistas e felicidade, mas aí cada um teve que vivê-la baseado na herança interna que trazia, para construir seu próprio caminho.
E meu papel de sogra também foi baseado naquilo que eu acreditava, como valor familiar.
Como amo meus filhos acima de qualquer coisa e era importante, pra minha vida afetiva, sabê-los bem, aí entram as noras.
Formaram suas próprias famílias e me possibilitaram aprender a ser Vó e nossos laços se fortificaram.
Sou tão ou mais ligada aos meus 5 netos quanto aos meus filhos.
Mérito dos filhos?
Meu?
Acho que das minhas noras, que valorizaram minha disponibilidade e me propriciaram vivenciar plenamente a função de "Vó Frida Preferida", como brincava desde que nasceram, sem desprestigiar as outras avós.
Ontem liguei para Pati, minha nora, no seu Dia da Mágica, e hoje ao escrever um cartãozinho, pelo seu aniversário, do afeto e admiração que sinto por ela, fiquei a refletir sobre esse sentimento...
Tenho muita admiração e afeto pelas minhas noras Pati, Angela e Denise e acredito que isso se deve pelo nucleo familiar unido, consistente que agora está formado: Alberto, eu, nossos filhos, nossas noras e nossos netos.

2 comentários:

  1. vo´ adorei.Se eu conseguir eu entro no seu blog. Beijos de sua neta Luciana.

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  2. Vó,adorei esse seu "post".Estas escrevendo cada vez melhor (não sei como pode...) e reflexões muito inspiradoras, que também me levam a pensar na minha vida e nas pessoas ao meu redor.
    Te amo muito!Beijos da tua neta que te admira muito (vó Frida preferida) :D

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