terça-feira, 31 de agosto de 2010

Reflexão sobre a morte

Terminei o texto sobre essa reflexão, selecionei-o para alinhá-lo e o deletei.
Tive que parar por dois dias para tentar escrevê-lo de novo e acalmar minha frustação.
Não penso muito sobre esse tema, mas ele está presente bem mais do que eu desejaria.
Amo a vida e usufruo-a plenamente.
Quando sei de alguém próximo que descobre que tem uma doença grave e sente a ameaça de morrer ou, como aconteceu nesse último sábado, que um contemporâneo de meus filhos, com 46 anos, teve um ataque cardíaco fulminante e morreu, começo a refletir sobre a finitude.
Eu penso que a vida é só uma e que todo ser vivo um dia morrerá, é óbvio.
Com empatia, sinto profunda tristeza e perplexidade ao saber da perda irreversível e do vazio para sempre que se dá no núcleo familiar dessas pessoas.
Mas sinto, principalmente, por quem morreu.
Quantos sonhos a realizar, quanto por viver, quanto por fazer...
A vida lhe dá um calço e a ceifa e acaba com tudo...
Dou um valor inestimável à vida e a perda prematura carrega um sentimento de impotência e destaca a fragilidade do ser humano.
Viver ativamente com alegria, com equilíbrio físico e mental, até ficar bem velhinho, deveria ser obrigação.
Alguns têm o consolo que a vida tem continuidade após a morte.
Muitos perdem a oportunidade de aproveitar a vida em sua plenitude e deixam o tempo escorrer por entre os dedos e aí, quando se dão conta que não vão durar pra sempre, a vida passou.
Cada instante da vida é importante, pois assim ela é feita, de instantes que devem ser vividos com prazer, bem estar e alegria.
O tempo não volta pra trás.
Deixar que os gens, as idéias, a valorização e o modo de relacionar-se com os afetos fique como continuidade da vida.
Racionalmente sei que não se deve nem morrer nem sofrer antecipado, que se deve deixar para fazê-lo só no momento derradeiro.
Emocionalmente, fica-se marcado, sofre-se, mas é preciso deixar a tristeza pra lá e viver.
Saber viver é elaborar a vida que se leva para dar o melhor significado a ela.
Com a música na cabeça: "Deixa a vida me levar. Vida leva eu..."
Sigo em frente...como é do meu feitio.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Envelhecimento


Antes de ter esse blog, já tinha escrito um texto sobre envelhecimento.
Acredito que envelhecimento é um processo biológico, mas não precisa ser um estilo de vida.
As marcas no corpo e na psique refletem nossos valores, nossas vivências, mas viver é uma grande experiência e envelhecer faz parte.
Compete a cada um descobrir a riqueza dessa etapa como em qualquer outra.
A velhice não é decadência.
Negar o envelhecimento é estar na contramão da nossa vida e da nossa história, pois continuamos inseridos no processo de viver.
Viver é um privilégio!
Sofremos mudanças e limitações inerentes, mas somos um contínuo com as experiências vividas e com o sentido que damos à vida.
Temos capacidade de crescer até o último momento de lucidez.
Penso que é preciso construir uma vida ativa com sabedoria, criatividade, aberta para o novo.
Curtir o momento presente, compartilhar experiências, fazer amigos, exercer afetos, renovar-se, não tem idade.

Fazer escolhas certas é fundamental

Antes de escrever esse texto escrevi a frase do título no meu MSN e constato agora que fiquei refletindo sobre as escolhas que se faz na vida, a partir do livro de Lia Luft" Múltipla escolha", que terminei de ler.
Esse tema não saiu da minha cabeça e me estimulou a escrever.
As oportunidades estão aí.
O que faz com que se faça essa ou outra opção?
O resultado da nossa vida é consequência das escolhas que fazemos.
Quando tomamos uma decisão esta reflete a nossa história.
Somos frutos de uma cultura, de uma época, de uma família, de uma sociedade que influi em nossas escolhas, desde sempre.
Criamos obrigações, frutos das exigências da vida, que nos impulsionam.
São imposições da vida, mas escolhemos para nós.
"Obrigações" caracteriza imposição, mas a visão otimista, audaciosa, cética, indiferente, cobradora ou desencantada com que encaramos o desenrolar de nossa vida vai dificultar, ou não, sua realização.
Acredito que assumi as rédeas da minha vida e procurei não me impor aquilo que faço, como obrigações.
Quando me aposentei do trabalho formal, pensei largar o relógio e não "ter que" mais nada.
Mas a vida não é assim.
As oportunidades aparecem e nossa condição interna vai nos guiando a fazer escolhas e o fazemos com a soma de todas nossas idades e nossas experiências.
Escolhi conviver com minha família, escolhi fazer variadas atividades onde conquistei novos vínculos, escolhi continuar me desafiando com novas aprendizagens e escolhi por valorizar a conquista e conservação de meus afetos.
Sou determinada na busca constante de bem estar.
E essa busca norteia minhas escolhas para aquilo que posso e quero ser e fazer.
Minha maturidade com sensibilidade aflora e se expressa espontânea frente as escolhas que faço. E as curto com muita disponibilidade.
Já escrevi muitas vezes do privilégio que sinto de viver na época atual, onde as possibilidades são incríveis e tantas!
Escolher certo é fundamental!
Vivo a velhice com a mente arejada para usufruir e saborear com muito prazer, liberdade e alegria aquilo que escolho.

sábado, 21 de agosto de 2010

XVI Encontro sobre o Envelhecimento

Participei 6ª feira, dia 20, do XVI Encontro sobre o Envelhecimento e que encerrou sábado, dia 21, no Parque Ararigbóia.
Não é o 1º do qual participo e sempre me dá satisfação em comparecer.
Muitas pessoas com as quais já fiz atividades e tantas outras com as quais faço comparecem e se troca um sentimento bom de reencontro.
Sinto por aqueles que perdem de viver essa oportunidade.
Há palestras, danças, apresentações, relatos de experiência e ao refletir sobre as vivências constato que sempre me acrescem.
A palestra de 6ª feira sobre "A qualidade de vida no processo de viver e envelhecer "destacou aspectos relevantes que já são vividos na prática, pela maioria dos participantes do Encontro, mas que sempre poderá somar.
A organização reflete o empenho de muitos pois, todas as atividades propostas favorecem a coparticipação e a aprendizagem de algo mais sobre essa etapa da vida.
Sábado, pela manhã, houve uma palestra intitulada "A importância das gorduras na Longevidade", que me fez pensar demais na maneira errada com que me alimento.
À tarde, fiquei surpresa pelo nº de pessoas que compareceu.
Não me lembro da afluência de tantos nos encontros anteriores, talvez por não ter comparecido, quando das apresentações artísticas.
Todos que se apresentaram foram muito bem e receberam aplausos calorosos.
Na aula aberta de dança teve mais de 100 pessoas que com alegria e desembaraço contagiavam uns aos outros.
É entusiasmante ver como todos se movimentam!
Dessa vez participei integralmente das atividades propiciadas no Parque Ararigboia e sinto muita satisfação de tê-lo feito.

domingo, 15 de agosto de 2010

Gramado-38ª Edição do Festival de Cinema

Escrevi ontem sobre o Festival e ao
deletar uma foto que anexara,acabei deletando todo o texto.
Pode alguém o ter lido ontem, mas hoje, depois da minha ação de excluir a foto, não consegui encontrá-lo.
Continuo tentando dominar o computador, mas falta muito para me sentir confortável com ele.
Ainda bem que sou persistente, pois continuo tentando.
Minha postagem, que não consigo repetir, relatava minha impressão sobre o Festival que esse ano ganhou um dia a mais e iniciou com um Concerto na Rua Coberta.
Alberto e eu fomos sábado para a Pousada do Serrano e ficamos até 5ª feira.
O Festival durou 8 dias e culminou quando da entrega dos premios e das muitas festas de encerramento.
Depois que voltamos de Gramado não parou de chover.
Pegamos 5 dias ótimos: temperatura agradável, frio, mas com sol.
Assistimos juntos a 8 Curtas no Palácio dos Festivais, que concorreram ao prêmio Kikito.
Eu ainda assisti a 3 longas muito bons no Centro de Cultura.
Todos os dias, além das várias sessões no Palácio dos Festivais ocorre "Cinema nos bairros", em vários locais, com 3 sessões gratuítas.
Não sei se falta divulgação, pois muito poucas pessoas comparecem.
Em outros anos já viemos para o Festival, mas a impressão que senti esse ano que a demanda foi muito menor.
Ouviam-se vários sotaques no vai vem das ruas que mostrava visitantes de diferentes lugares.
A importância de Gramado nessas 38 edições do Festival mostra seu grande valor cultural, geográfico e econômico, o que nos enche de orgulho gaúcho.
A beleza da região é invejável!
A hospitalidade com que recebe seus visitantes é enorme!
Calor humano junto ao calor da calefação e da lareira acresce ao nosso orgulho, uma paz e um bem-estar inigualáveis.
Sente-se um grande privilégio de poder assistir "in locum" toda a movimentação e a divulgação desse evento que tanto aparece na mídia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Noras


Sempre quis escrever sobre o que representa a relação nora-sogra.
Ao ter só filhos homens, muitas vezes ouvi: "Vais ser sogra"...
A frase representava a ameaça de perder os filhos para suas esposas.
Ficava matutando da experiência que viveria, no futuro, nessa função, mas sem maiores preocupações.
Não relacionava à minha experiência de nora, pois tive um filho atrás do outro e meu papel mais importante dentro do meu casamento era conciliar o meu trabalho de professora com meu papel de mãe.
E isso, muito me ocupava, pois ainda exercia muitas outras funções: trabalhando, estudando, sendo mãe de 3 filhos, não tinha tempo pra nada mais, nem pra ser nora.
Alberto, único filho homem, foi um ótimo modelo como filho e eu sentia, da minha sogra, admiração e afeto.
Casei aos 20 anos e fui mãe aos 22, pela 1ª vez, e fui aprendendo a exercer esse papel como o mais importante na Vida.
Com 28, já estava com meus 3 filhos: Victor, Joel e Nei.
Como toda aprendizagem, foi também através de ensaio e erros.
E os filhos crescem e vão nos apresentando para os novos papéis que viveremos na nossa relação familiar.
Ao casarem, tive finalmente a possibilidade de ser sogra e aí viver o que isso representava.
Nunca senti ameaça em perder meus filhos.
Sinto grande cumplicidade com cada um.
Não competi com seus amores e sempre desejei o bem estar deles.
Para ter tranquilidade, paz, alegria bastava vê-los amados, realizados, em paz e felizes.
Sei que a vida não é só feita de conquistas e felicidade, mas aí cada um teve que vivê-la baseado na herança interna que trazia, para construir seu próprio caminho.
E meu papel de sogra também foi baseado naquilo que eu acreditava, como valor familiar.
Como amo meus filhos acima de qualquer coisa e era importante, pra minha vida afetiva, sabê-los bem, aí entram as noras.
Formaram suas próprias famílias e me possibilitaram aprender a ser Vó e nossos laços se fortificaram.
Sou tão ou mais ligada aos meus 5 netos quanto aos meus filhos.
Mérito dos filhos?
Meu?
Acho que das minhas noras, que valorizaram minha disponibilidade e me propriciaram vivenciar plenamente a função de "Vó Frida Preferida", como brincava desde que nasceram, sem desprestigiar as outras avós.
Ontem liguei para Pati, minha nora, no seu Dia da Mágica, e hoje ao escrever um cartãozinho, pelo seu aniversário, do afeto e admiração que sinto por ela, fiquei a refletir sobre esse sentimento...
Tenho muita admiração e afeto pelas minhas noras Pati, Angela e Denise e acredito que isso se deve pelo nucleo familiar unido, consistente que agora está formado: Alberto, eu, nossos filhos, nossas noras e nossos netos.