Quando li o blog do Nei "nascer no lugar certo" comecei a pensar sobre esse fato.
Venho dum tempo que sequer pensávamos sobre o porquê de estarmos naquele espaço e naquele tempo.
Na nossa cabeça as coisas aconteciam e pronto!
Hoje, muito mais do que ontem, vejo que o desenvolvimento do mundo atual trouxe profundas transformações no nosso pensar, velhos e moços.
Podemos perceber essas mudanças quando o jovem não precisa buscar sua "cara metade", que o complete, mas tem maior oportunidade de procurar crescer em sua individualidade com alegria e prazer em suas relações.
Pode buscar um auto conhecimento consciente para não responsabilizar o outro pelo seu bem-estar e realização.
Quando se buscava a outra metade da laranja, tínhamos em mente que encontraríamos alguem que nos completasse.
Parte das nossas características pessoais se aniquilavam e responsabilizávamos o outro por nossa infelicidade e insatisfação.
Quando esperávamos que o outro nos completasse, significava que não estávamos inteiros, éramos fração e, assim, justificávamos nossas limitações.
Hoje, fico feliz de pensar sobre esses fatos a partir da leitura e reflexão de alguem tão mais jovem que eu.
A auto crítica com os fatos da nossa vida nos faz observar o outro, com menos críticas e menos cobranças.
Estar no lugar certo, ou não, depende muito mais da nossa decisão.
Criar as possibilidades, conviver consigo mesmo, sentir-se inteiro, facilitará a "com vivência", isto é, uma convivência que traga alegria, prazer , consistência, verdade, sem maior interdependência e com muito mais realização interpessoal.
É preciso ter uma individualidade sadia para que as relações afetivas na família, no trabalho e de amizade aconteçam e sejam valorizadas para termos uma vida autêntica e feliz.
Apesar de tanta coisa que acontece, violência, destruição, perversidade, manipulação, acho, que O MELHOR LUGAR DO MUNDO É AQUI E AGORA. Somos um ínfima parte da população do mundo que atingiu um grau de conforto e consciência para admitir que, a vida da gente é nossa escolha, naquilo que se pode escolher. Tipo,tem gente que nasce no meio da guerra... limita as escolhas, mas mesmo assim... O que a gente tem mesmo de privilégio, vem no mesmo trem que seu paradoxo: a individualidade e o anonimato. Somos um na multidão, mas podemos preservar as nossas diferenças. O mais importante é ser agente da vida e não se sentir vitimada por ela!
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