Ontem estava chateada e ainda estou triste, hoje.
Fico observando meus filhos correndo, preocupados, sobrecarregados de compromissos...
Fiquei pensando na importância do dinheiro.
Dinheiro não leva à felicidade, mas será que não ajuda?
Tantas pessoas têm tanto e as vemos infelizes, com tantas carências...e vemos que ele não resolve.
O dinheiro traz segurança, quando se tem, mas também grande preocupação para buscá-lo e lidar com ele.
Lembrei do livro: Pai Rico Pai Pobre de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter.
Quando o li, identifiquei-me com o tema.
Cria-se necessidades e depois temos que correr atrás.
Deveríamos poder ter melhor ensinado nossos filhos como lidar com a vida financeira junto com a realização pessoal, sem terem que correr tanto, com tanta preocupação.
Mas, sabíamos como?
Podíamos ou podemos impedir que tenham suas experiências ?
O mundo mudou e a formação profissional e as necessidades do mundo moderno são outras.
Experiência não se transmite- é um princípio de aprendizagem.
E, cada um, para aprender, deve ter sua própria experiência, dentro do seu tempo.
Podemos servir de modelo pela nossa forma de agir, por nossa autenticidade e pelo afeto que temos, mas não podemos impedir que tenham sua cota de sofrimento.
Se eles sofrem, nós sofremos.
Essa é a nossa impotência e nos deixa tristes.
Os compromissos da vida se acumulam e a necessidade de cumpri-los e gerenciá-los cria um caos na emoção.
Por que, quando se é jovem e a vida pode ser aproveitada em toda sua plenitude, a questão "dinheiro" vem dificultar esse grande prazer?
Essas questões me deixam tristes, mas eu estou aqui sempre que precisarem...e eles sabem.
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