quinta-feira, 29 de julho de 2021

Mudança

 Mudar é muito mais que trocar de espaço,  é  transformar e é transformar-se e é estar aberta a viver novas experiências... 

Daqui a pouco estarei me mudando de casa.

Tive resistência no início,  quando comecei a pensar nessa possibilidade.

Pouco a pouco fui elaborando que era chegado o momento de sair da minha casa com muitos andares e muita escada, onde vivi por quase 50 anos.

Sou apegada à casa, ao bairro, aos caminhos, que percorri por tantos anos, onde meus filhos cresceram, se independizaram e onde frequentaram assiduamente com suas famílias.

O espaço sempre favoreceu encontros.

Quando tomei a decisão, comecei a tomar providências pra organizar as reformas necessárias e meus filhos Victor e Joel assumiram a coordenação junto ao arquiteto e passou um ano e, como qualquer reforma, avança no prazo de aprontar, permitindo que eu continue na praia.

Logo um novo momento se concretiza e um novo desafio enfrentarei com  a mudança pra um novo endereço, num novo bairro, com nova vizinhança...

Acredito que nada é  imutável,  que a cada mudança somam-se experiências e isso é Vida!

Assim que meu novo lar fique pronto, o ressignificarei com novas vivências que somar-se-ão às  boas lembranças que me preenchem!

sexta-feira, 18 de junho de 2021

O invisível ameaçador

 O vírus covid é invisível e ameaçador...

Muitas incertezas, muitos contagios, muitas internações, muitas perdas de vidas, muitas informações desencontradas...

Temos que nos cuidar, usar máscaras, lavar as mãos, usar álcool gel, evitar colocar as mãos no rosto, na tentativa de evitar o contágio, assim como nos privar de contato interpessoal.

A nossa mente tenta encontrar um modo de seguir em frente, processar as informações, seguir vivendo, apesar da ameaça que paira ao redor.

Ainda está se aprendendo sobre o vírus, mas sabe-se que ele sofre mutações cada vez mais contagiantes e com consequências mais graves.

A empatia se faz presente com conhecidos e desconhecidos e a privação social continua nos trazendo privação de afeto.

Apesar da vacinação estar crescendo e a consciência de manter nos cuidando estar presente, almeja-se que a imunização de toda população local e mundial aconteça, pra se tentar voltar à vida normal, ao nosso "modus vivendi" de antes de 2020, à liberdade de ação e convivência.

Por um ano e meio morei na praia onde a liberdade de ir e vir e o convívio com a natureza me fazia sentir não ameaçada e não estar perdendo tempo de vida.

Agora, feito o protocolo das duas doses da vacina astrazeneca Oxford e a vacina da gripe começo a retornar a POA.

Tentei e tento, apesar dessa situação inédita valorizar todos os momentos da Vida, todos os dias.

Essa experiência de morar na praia foi excelente por não me sentir presa, sempre tomando todos os cuidados... 

Sentia falta de POA, da minha casa, das atividades que fazia, mas minha família se revesava em fazer- me companhia.

Como meu apartamento de praia é de frente para o mar, no 7o andar, o privilégio da visão do Sol e da Lua nascendo refletindo no mar, acrescentado do colorido do céu me encantavam, diariamente.

Não temos domínio da situação, mas aos poucos vou retomando  meu novo normal e preparando uma nova adaptação na Vida, pois estarei fazendo mudança de moradia, depois de quase 50 anos morando na mesma casa, no mesmo endereço e bairro. 

Meu apartamento está sendo preparado com todo capricho pra que essa mudança seja exitosa e para melhor!

Mesmo com esse invisível ameaçador levo a Vida com paz, alegria, rodeada de afeto e  procuro que a esperança esteja sempre presente, para os novos tempos que virão!!!





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

81 anos

 Na véspera de aniversário costumamos comemorar o dia da mágica, criado desde que meus filhos eram pequenos...despediam-se da idade,  como uma mágica de mudança, avaliando o que aconteceu e,  a partir da meia noite entrar, no dia do aniversário, na nova idade, com as novas expectativas...

Hoje, já adultos, com seus filhos, comemoram o Dia da  Magica, como tradição...

No meu dia da mágica avaliei meus 80 anos, vivenciados nesse ano atipico de pandemia, residindo na praia, nunca antes acontecido.

Gosto de dizer minha idade e, comumente escuto:

-"Não parece"...

-"Estas muito bem!"

-"Com essa idade, fazes tudo isso?"

-"Ainda andas de bicicleta?"

-"Quero ser assim, quando crescer!"

Ouço essas e outras frases, que me envaidece.

Mas, refletindo sobre mim, sinto que estou bem, pois sou muito ativa, leio, escrevo, realizo atividades diversas dentro e fora de casa, gosto de me relacionar com amigos, jogar cartas, jogos no computador e rummicub, que exigem raciocínio...mas, o que mais  amo é  minha família ao meu redor!

Observo-me e constato que apesar de ter a mente lúcida, atualizada, pois sou pensante, independente e autônoma, sinto que meu corpo tem a idade que tenho e tem limitações...

Desconheço meus limites e quando abuso, meu corpo acena com cansaço...

Estou tentando aprender com os meus limites... 

Me cuido, pois faço avaliações médicas  semestralmente, pra avaliar minha saúde física e um dos meus médicos sempre me diz que tenho que ver o copo meio cheio  pra ver tudo que tenho  de bom e acredito que vejo assim, pois sou otimista.

Sou privilegiada  por viver nos dias de hoje, com o avanço da ciência e da tecnologia ao meu dispor, que vêm  a favorecer minha qualidade de vida...