terça-feira, 11 de agosto de 2020

Reflexão sobre o momento atual

Na quarentena que pra mim começou em março, fez com que eu continuasse na praia, em isolamento social. 
 Tenho voltado, esporadicamente, à POA, mas a maior parte do tempo me mantenho no litoral. 
 O tempo é meu problema, sempre ele, que passa muito rápido... já estamos em meados de agosto e a relação com a pandemia continua a mesma, um inimigo invisível que ameaça, sem tempo de acabar... 
 Quase inacreditável essa situação que se estende por tanto tempo!
 Quero viver como todo mundo quer, relaxar pra viver minha vida normal, mas ela permanece em estado de excessão. 
 Tento tirar o melhor proveito do dia a dia, em tarefas cotidianas, e me deslumbro em observar o mar, a praia, o nascer do sol, o nascer da lua, me mantenho atualizada, me comunico com a familia e amigos, mas o direito de ir e vir está abalado.  
Tento fazer exercícios, que antes faziam parte da minha rotina grupal, mas não sinto estímulo pra fazê-los individualmente. 
 Não tinha tranquilidade pra ler, mas Victor me estimulou a ler A bailarina de Auschvitz, de Edith Eva Eger, que me prendeu, finalmente. 
 É um livro de memórias, onde a autora, aos 90 anos, relata os horrores que passou nos campos de concentração nazistas e de como usou de sua capacidade pra elaborar o sofrimento atrós e se recuperar, sem esquecer o que passou. 
 Fiquei a refletir sobre o sofrimento e sobre as perdas de cada um, que não se pode medir, assim como a capacidade de superação e de resiliência.
 Sinto que é preciso viver um dia de cada vez, aproveitando o melhor que se possa hoje e sempre...