Faço parte de uma população longeva que, hoje, é uma parte significativa da população geral e isso favorece-me ser protagonista desta fase.
Viver, viver mais, é também ver o tempo passar, é ainda me conhecer melhor, conhecer meus direitos, minha importância, minhas limitações.
Quando jovem, pensava no meu futuro, no que queria ser, que iria casar, ter filhos, me formar, trabalhar... tinha aspirações, que pareciam me preencher pra sempre.
O tempo era sem fim e fui conquistando cada aspiração, arrumando outras e correndo atrás.
Hoje, dou-me conta que o meu tempo tem fim, que o futuro além de não estar longe, está cada vez mais próximo!
Vivi mais, conquistei aquilo que me satisfez, me preencheu, mas meus desejos diminuíram e minhas conquistas, também.
Meu foco, hoje, é ter saúde, autonomia e usufruir minha vida com satisfação.
Tenho consciência que algumas limitações vão surgindo, com as quais procuro conviver serenamente.
Os filhos cresceram, os netos cresceram, o trabalho formal terminou, o cuidado com a casa diminuiu de importância e tenho mais tempo pra mim.
Quero aproveitar tudo e fico indócil frente ao que posso e ao que realmente quero.
Sempre quis tanto e tudo, e o tempo parecia não ter pressa e o futuro estava longe...
Hoje, me cuido, faço exercícios físicos, estabeleço boas convivências e, quando possível, viajo em boa companhia.
Quero qualidade, consistência e verdade, no que faço.
Sou exigente nas minhas escolhas!
E o tempo? Quanto há? É infinito, mas finito, pra cada um.
As perguntas continuam buscando respostas.
E isso é Viver!
E é o que quero!
E o futuro?
Pra mim, é hoje.