terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Avaliação de final de ano

Fim de ano, novamente.
Avalio o que passou.
Me causa preocupação impotente a situação atual, os acontecimentos cotidianos...
No curso da Vida sempre faço isso, nessa época do ano.
Revejo os acontecimentos, os ganhos, as perdas, os danos, as alegrias, os fatos antigos e atuais, através dos significados antigos e novos.
Quando sinto que tudo está bem, me parece que algumas sombras ficam à espreita.
Me dá a sensação que o bem estar que sinto, não vai durar pra sempre e me percebo apreensiva.
Reflito sobre o que passa, o que permanece, o que faz parte de mim, o que me inquieta, o que posso fazer mudar.
Perguntas e respostas preenchem esse momento.
O mundo, o meu país, o meu estado, a minha cidade estão assolados pela crise.
Uma situação muito difícil rodeia a todos.
E, mesmo assim, procuro não perder meu foco, minha autonomia, minha socialização, as atividades a que me proponho e que possam me trazer alegrias, paz, tranquilidade...dirimindo conflitos que possam surgir, sem me alienar.
Mais uma vez me dou conta que o tempo voou, pela proporção de meu tempo vivido com a velocidade com que tudo acontece.
Mas também, nessa pressa com que vejo o tempo passar, vem à tona o otimismo que faz parte do meu ser.
Avaliação de fim de ano também me traz a esperança de um novo porvir de saúde, alegrias, amor, serenidade e paz, rodeada dos meus afetos.
Logo, logo, o período de praia inicia, que espero usufruir com o prazer imenso e com o encantamento que toma conta de mim.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Liberdade de ir e vir

Estou retornando de São Paulo, hoje, após uma semana rica e proveitosa!
E, nessa semana plena de atividades e carinho, convivendo com grandes amigas minhas, comecei a refletir do privilégio da convivência e do estar só, do tomar decisões e da autonomia pessoal.
Acho difícil encontrar pessoas, da minha idade,  que gostem e valorizem aproveitar a liberdade de ir e vir.
Algumas pessoas, que convivo, surpreendem-se de eu gostar de viajar sozinha, para lugares conhecidos, onde me sinto segura, e não sentir solidão.
Estar sozinha não me causa desconforto. Sinto a liberdade de estar só, por opção. Não me causa sentimento de abandono, tenho consciência disso.
Aprecio poder seguir meu ritmo e fazer escolhas, que não precise submeter à vontade de ninguém, somente å minha, tendo o prazer de usufruir com satisfação e tranquilidade, esses momentos.
Gosto muito de estar em grupo! Gosto muito de conhecer pessoas e lugares novos.
Mas gosto muito, também, de estar só.
Não é por falta de opção de convidar alguém mas, muitas vezes, escolho estar só, com minhas reflexões, que me preenchem, fazendo o que me der na veneta.
Faço atividades durante toda a semana, onde convivo com bastante gente, assim como sou cercada do afeto da minha família e de amigas de muitos anos. Dar e receber faz parte das relações.
Sou ativa, administro o que é meu, a maior parte de meu tempo, e aprecio ter momentos só meus.
Algumas pessoas, que não me conhecem bem, questionam o porquê de eu querer ficar ou viajar só, como se isso fosse problema ou porque estaria com dificuldade de ter companhia.
O importante, pra mim, acima de tudo, é sentir- me bem, comigo mesma, só ou acompanhada.
Busco ter autonomia, liberdade, de ir e vir, e coragem de fazer escolhas.
Espero ter condições físicas de autonomia e independência, ad eternum.
Se isso é ser feliz, posso dizer que sou.




sábado, 17 de setembro de 2016

Morte e solidão

Leio um artigo de Eliane Brum: " O mundo da gente morre antes da gente", sugerido pelo meu sobrinho Paulo, que me faz refletir sobre a morte e a solidão.
Aprecio muito a profundidade e consistência com que essa autora escreve.
 Li o livro " A menina quebrada" e comecei a admirar Eliane Brum. 
Essa morte antes da morte é um tema que fica mais aguçado, quando se perde alguém muito próximo. 
A morte do Alberto me fez viver a morte em mim. A vida mudou num instante! E, ele, simplesmente não mais está.
Enquanto juntos, por tanto tempo, sua presença física se fazia presente, no meu cotidiano, e colocávamos a morte muito longe! 
A longevidade, como realidade dos tempos de hoje, dificulta nos prepararmos pra idéia de morte e quando acontece, ficamos perplexos.
 Para quem morre, seu futuro está morto, as lembranças que possuía vão junto e isto é morrer, antes da nossa morte. Perdi pessoa tão próxima, que não me manterá mais em sua memória, pois o mundo da gente, como um "nós", foi com ele.
Quem fica mantém lembranças de quem morreu, tornando-o vivo dentro de si.
Aos poucos, minhas reflexões sobre morte e solidão me ajudam a exercer a resiliência e a buscar uma nova forma de viver, que amenize a dor da perda.

sábado, 9 de julho de 2016

O futuro...é hoje

Faço parte de uma população longeva que, hoje, é uma parte significativa da população geral e isso favorece-me ser protagonista desta fase.
Viver, viver mais, é também ver o tempo passar, é ainda me conhecer melhor, conhecer meus direitos, minha importância, minhas limitações.
Quando jovem, pensava no meu futuro, no que queria ser, que iria casar, ter filhos, me formar, trabalhar...  tinha aspirações, que pareciam me preencher pra sempre.
O tempo era sem fim e fui conquistando cada aspiração, arrumando outras e correndo atrás.
Hoje, dou-me conta que o meu tempo tem fim, que o futuro além de não estar longe, está cada vez mais próximo!
Vivi mais, conquistei aquilo que me satisfez, me preencheu, mas meus desejos diminuíram e minhas conquistas, também.
Meu foco, hoje,  é ter saúde, autonomia e usufruir minha vida com satisfação.
Tenho consciência que algumas limitações vão surgindo, com as quais procuro conviver serenamente.
Os filhos cresceram, os netos cresceram, o trabalho formal terminou, o cuidado com a casa diminuiu de importância e tenho mais tempo pra mim.
Quero aproveitar tudo e fico indócil frente ao que posso e ao que realmente quero.
Sempre quis tanto e tudo, e o tempo parecia não ter pressa e o futuro estava longe...
Hoje, me cuido, faço exercícios físicos, estabeleço boas convivências e, quando possível, viajo em boa companhia.
Quero qualidade, consistência e verdade, no que faço.
Sou exigente nas minhas escolhas!
E o tempo? Quanto há? É infinito, mas finito, pra cada um.
As perguntas continuam buscando respostas.
E isso é Viver!
E é o que quero!
E o futuro?
Pra mim, é hoje.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Março 2016- Israel, pela 2a vez

Costumo refletir a vida: acertos, imperfeições, percalços, desafios, realizações...aprender sempre.
Ano passado viajei em companhia de Vic e Ju pela Europa: Berlim, Croácia, Eslovénia, Budapest, Veneza, Paris..muita caminhada, muitos lugares, excelentes lembranças...
Nesse março, de 17 a 24, em companhia do Nei, voltei a Israel. Essa viagem me remeteu a 3 anos atrás, para a 1a viagem a esse país, na companhia de Alberto.
Em cada viagem aprende-se um pouco mais, emociona-se um pouco mais.
Vivi momentos significativos, não só pelo visível, mas por aquilo que é imperceptível aos olhos.
As fotos registram objetivamente alguns dos lugares que vimos, mas não a emoção, as lembranças, que permanecem vivas dentro de mim e que se acrescerão na memória.
A viagem longa é superado pela grande alegria de chegar, ver Tel Aviv, Kibutz Bror Chail, Jerusalém antiga,  explodindo de História e a nova, refletindo o crescimento e o progresso, Mar Morto, Massada Siderot...e a visão de cada estrada, do povo, da cultura, da segurança, das pessoas que encontramos e reencontramos.
A viagem, curta em dias, deixa a vontade de querer voltar e, o retorno pro nosso lar, parece menos longo, talvez por estarmos mais ricos de lembranças.