segunda-feira, 20 de abril de 2015

Realidade pessoal, somatório de todas vivências

Fui a uma Palestra, promovida pela Associação Pathwork RS (pathwork-caminho do trabalho, para o autoconhecimento), sábado, na Livraria Cultura, "Como criamos nossa realidade atual?", que me inspirou escrever.
Claro que minha realidade atual é um somatório de tudo que eu vivi, desde que nasci até hoje,
As lembranças que trago, desde a tenra idade, são tênues, parciais e, muitas vezes, truncadas, mas não deixam de fazer parte de mim.
Busquei-as, na memória, quando me tratei, para ajudar-me elaborá-las.
Meu esforço, meus acertos, meus erros...mas principalmente, o afeto que trago dentro de mim e que me alimenta, é que dão sentido à minha vida e faz com que eu não esteja envolvida só comigo mesma.
Satisfaço minhas necessidades pessoais, pela capacidade que adquiri de me relacionar com o outro.
Objetivamente, não nego minhas origens e tento avaliar, com a maturidade de hoje, as lembranças que estão dentro de mim e que influíram em minha formação e em minha relação comigo mesma e com os outros.
O que vivi ficou limitado e congelado em cada vivência, em cada observação, que me traz, às vezes, um conhecimento restrito e uma percepção falsa, pelo nível de maturidade, na ocasião.
 Tomo consciência da limitação da memória.
 Tudo que introjetei, por todo tempo, fazem parte de mim.
Procuro lembrar de facetas, que possam ampliar meu entendimento, para tentar me conhecer melhor.
Ter consciência do que carrego comigo reveste de novos significados os fatos de vida.
 Consigo separar o que é meu e o que não é, e procuro dissolver distorções das minhas lembranças. Entendo que posso aceitá-las, ou não.
A partir do que lembro, das minhas motivações, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, minhas ações e reações fazem da minha vida, uma aventura significativa.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Longevidade

Viver nos dias de hoje, quando somos mais longevos, me leva muitas vezes a lembrar de meus pais. Quanta diferença para o tempo de hoje!
Valorizo a medicina que ajuda a ter mais qualidade de vida física. Faço exames e consultas periódicas e sistemáticas e tudo que pode estar sob controle, está. 
 Faço atividades físicas que me dão muito prazer.
Sou muito ativa e participante e me instigo a viver com sabedoria suficiente, pra não parar.
Mas o mais importante é que me sinto acolhida e tenho um convívio harmonioso, afetivo, com minha família e amigos, como parte integrante.
Vivo adequada à minha idade real, apesar do mito "ser jovem", dos dias de hoje.
A passagem do tempo, em cada fase, foi valorizada por mim e me acumulou de experiência para viver a velhice com mais maturidade. 
Procuro sempre reconstruir uma nova maneira de viver, sem pressa.
Aproveito as novidades, leio livros e jornais e me atualizo com as notícias, que me inserem no momento atual, e me deixam bem informada e, assim, expando meus interesses.
Valorizo o bom humor.
Por motivos reais, vivo momentos de tristeza, sei que nada é sempre perfeito e sofrer faz parte.
Vencer cada desafio cotidiano com coragem me serve como um estímulo pra crescer.
Lutei pra ter independência, pra tomar minhas decisões e o faço.
Não quero me acomodar, não quero me arrastar.
Viver com leveza é meu grande objetivo. 
Questiono, sou crítica e sei que ainda posso ajudar e mudar aquilo que não acho bom.
Valorizo a inter-relação, mas sou independente e isso me favorece.
Não quero valorizar o que é desnecessário.
Apesar de ter consciência que a velhice é a última fase da vida, a faço ser, ainda, uma fase de transformação e acredito que pode ser lúcida e divertida.
Me sinto privilegiada de ser capaz de valorizar minhas condições, na idade em que estou.
Quando escrevo, sinto prazer em registrar pra mim mesma, o que reflito,  como se eu colocasse os pingos nos "is".
E o meu blog "Reflexão"me ajuda nisso.





Acidente e a sanidade emocional

Poder-se-ia chamar"acidente" o que aconteceu?
Tem a ver com sanidade emocional...
Um piloto arremeter o avião, com muita velocidade ao solo, carregando à morte mais de 150 pessoas, o que dizer?
Loucura!!!
Quem avaliava esse profissional não observou os sinais?
O insano sempre mostrará alguns sinais...mas, nesse caso, não foram detectados e olha no que deu.
A mídia, todos os dias, anuncia grande número de morte, por acidente, por violência...
Vivemos cercados de perigos reais e ficamos impotentes frente a isso.
Como evitar essas ameaças?
Impossível!
Sinais sutis de comportamento, muitas vezes difícil de detectar, revelam sintomas de insanidade.
Morre muita gente por causa disso e nada é feito. 
Motos, carros, ônibus, estradas, violência...me assustam. Perigo corre solto.
A morte sempre traz tanto sofrimento e não podemos evitá-la, porém a morte por acidente, por violência, que poderia ser evitada, cada vez cresce mais!
Pessoas, comprometidas emocionalmente, apresentam sinais que podem ser identificados e mostram que a ajuda é imprescindível.  Essas pessoas vão deixando escapar evidências que podem causar danos e fazer correr perigo a si e aos que as cercam e quando auscultadas, evidenciam que precisam apoio psíquico. 
Tenho claro que preservar a vida é fundamental!
A vida é tão preciosa!
Seria maravilhoso que, atualmente, quando podemos ser mais longevos e o desenvolvimento é maior da Ciência,  as mortes causadas por acidentes e violência pudessem ser evitadas e a vida não fosse ceifada de maneira tão brutal.