Tomo decisões frente às necessidades momentâneas, mas não quero ser afoita.
Pensar que o que acontece ou aconteceu ou que a direção que optamos ou que as circunstâncias oferecem ou ofereceram, poderiam ser diferentes, não adianta. É o que é. Muitas vezes, não depende de nós e não conta para nossas decisões.
Estou mais sensível e, muitas vezes, mais triste, com algum sofrimento real, mas tentando elaborar fragmentos do tempo, dos fatos e das lembranças vividos, com clareza, para criar um sentido significativo para minha vida, para reconstruir novos momentos, sem medo.
Quero estar em paz, quero sentir prazer cada dia, quero valorizar as coisas banais e as coisas suficientes, para poder conseguir minha satisfação interna. Quero que ninguém dependa de mim. Depender, só de mim mesma, e dar conta disso, já é um grande feito e desejo ter autonomia, por todo o tempo, para isso. As adversidades acontecem e sei que preciso enfrentar.
Mesmo com problemas a resolver no dia a dia, quero ter um olhar tranquilo com o que me cerca, quero poder sentir que sou a melhor amiga de mim mesma, com prazer em viver, conectada comigo mesma, sem aborrecimentos, sem chateação, sem grande desgaste, sem me preocupar com bobagens... A importância da vida, em si, é que é o mais importante, o resto é resto...
Pensando na minha inquietude sei que qualquer escolha que faça poderá ter altos e baixos, mas quero sempre poder optar por um caminho que possa curtir e não ficar me questionando o poder ter feito escolha diferente.
Essa reflexão sobre desejos e escolhas faz parte do meu dia a dia, preocupada que sou sobre a urgência com que passa o tempo e as cicatrizes que vai deixando dentro de nós.