sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Movimento da vida

Justifico minhas ações por achar que a vida não espera e o tempo não pára.
Sinto que o que eu deixar passar tem poucas chances de voltar.
Realizei muitas coisas por não esperar “o cavalo vir encilhado, para montá-lo”...
Acredito que as oportunidades são assim.
Faço parte da temporalidade da vida, que segue seu rumo.
O permanente não existe, pois as mudanças das pessoas e das situações são inexoráveis e seguem seu movimento.
Tomo decisões tendo por base minha experiência adquirida e busco evolução e satisfação autênticas.
Não costumo ficar inerte aos problemas que surgem e não sou imune ao sofrimento.
Fazer e buscar o melhor conectada à realidade é minha maneira de aproveitar cada instante da vida que segue...
Satisfação pessoal encontro no meu estilo de vida, na minha capacidade de me desafiar e de afastar o desânimo, buscando energia e alegria dentro de mim para transformar em possível o que parecia impossível.
Meu imediatismo é porque o tempo não pára e a vida não espera...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Novos dias!





Quando almejo algo, dificilmente desisto da idéia e enfrento os obstáculos por pior que sejam, para satisfazer meu desejo.
Havia esquecido como é difícil fazer mudança.
Juntam-se, no decorrer da vida, “n” coisas pensando precisar em algum momento. Sou a rainha nesse aspecto.
Agora, mudança feita, com tudo que trouxemos nos lugares, que achamos que seriam os adequados, damo-nos conta que não achamos aquilo que procuramos.
Espaços diferentes exigem, aos poucos, nova adaptação.
A visão do mar de todos os ângulos do apartamento compensa qualquer incômodo que se possa ter.
Um dia depois do outro ajuda a tranqüilizar a alta voltagem em que me encontrava.

Agora, a rotina se reestabelece e sinto a alegria de viver nesse local privilegiado, que acreditava inatingível pra mim.
Que venham novos dias!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Casamento da Laurinha com Roberto

Domingo, Alberto e eu voltamos de Capão para o casamento religioso da Laurinha com Roberto.
Já tinham casado no civil há mais tempo, sem comemoração.
Estava resistindo voltar da praia, por vários motivos, mas na última hora decidi que para bons acontecimentos não se deve faltar e viajamos no próprio dia do casamento.
Que bom que assim fizemos!
Que linda cerimônia!
Como tudo estava lindo, alegre, feliz, descontraído e elegante!
Laura e Renée com a criatividade que têm, esmeraram-se como nunca na organização, decoração e no bem receber!
A maior parte da família da noiva, muitos parentes do noivo e muitos amigos participaram com muita alegria, entusiasmo e espontaneidade, reforçando a felicidade presente contagiante.
Música , dança, janta, sobremesas maravilhosas, mais a emoção, completavam essa comemoração, que fico feliz por não ter perdido.
Valeu! Como valeu!
Estamos retornando a Capão fortalecidos, para organizar a mudança!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Entusiasmo , harmonia e tranquilidade

Quando surge algo novo em minha vida que não esperava e almejava, crio nova energia para agir.
A ansiedade fica elevada a nível quase incontrolável.
Busco todos os caminhos que possa satisfazer meu desejo.
Falo mais, num volume maior, em repetidas vezes, parecendo estar tentando me convencer mais que aos outros, do que quero.
Fico cega para a racionalidade, de certa maneira.
Naquilo em que era tão objetiva, racional, confiante, quando baixa o entusiasmo, fico triste, se não consigo evidenciar que a forma com que faço algo, me é a única possível.
É uma pena, porque a vida também perde a graça.
Valorizo tanto a saúde, estar bem, usufruir das coisas simples e agradáveis, rir à toa, bater papo, que quando tenho um contratempo, por menor que seja, tudo que antes valorizava deixa de existir
Tento reforçar os valores essenciais e postergar aquilo que parece ser um problema tão grande, nesse momento, com a possibilidade de resolvê-lo, satisfatoriamente, no momento em que se apresentar.
Mesmo acreditando que estou agindo para satisfazer algo que desejo, nas condições favoráveis e únicas, não deixo de me desgastar mais do que quereria.
Busco me tranqüilizar diante da responsabilidade que assumo frente a qualquer decisão que tomo, procurando resguardar qualquer pessoa, sobre qualquer prejuízo que possa ter, por minha ação.
Mesmo assim, é difícil convencer quem pensa diferente.
O mais importante na minha vida, acima de qualquer entusiasmo, é manter a harmonia e o bem viver de todos que me cercam, o que influirá diretamente na minha tranqüilidade pessoal.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mudanças e lembranças








Estou preparando a mudança de apartamento, na praia.
É a 4ª mudança que ocorre em Capão, desde que mudamos de Tramandaí, que eu não gostava, por achar tudo longe de tudo.
O 1º apartamento constituído de um quarto, sala e uma quitinete, representaram uma experiência maravilhosa!
As crianças eram pequenas e a porta da frente era aberta por fora, puxando-se uma cordinha.
Não havia perigo deixar a porta aberta.
Os filhos saiam sozinhos e a localização central favorecia a independência dos guris.
Era um entra e sai o dia todo.
Minhas irmãs moravam perto e os primos estavam sempre juntos em grandes aventuras.
Ficamos lá, se não me falha a memória, por mais de 20 anos e não sentíamos desconforto pela falta de espaço.
Os vizinhos eram grandes amigos de verão.
O tempo foi mudando, os filhos crescendo e foi necessário mudarmos para um 2º apartamento maior, mais afastado do centro, pois as namoradas e os casamentos foram acontecendo e a família foi acrescida também pelas 1ªs netas.
Deu-nos um baita orgulho sua aquisição. Tinha dois dormitórios, uma sala grande, um bom terraço com rede, churrasqueira, onde desfrutávamos a convivência familiar e tinha, também, estacionamento externo, ao relento, com um gancho na parede para eu prender minha bicicleta.
Uma sacada, enfeitada por um toldo, que protegia do sol da tarde, completava o ambiente praiano.
Ter um só banheiro era o defeito desse apartamento.
Os filhos, já independentes, não ficavam o verão todo, mas um ou outro ali passava.
Apreciávamos o por do sol, de uma beleza estonteante! Tanto, que o prédio chamava-se Belvedere.
Nossos vizinhos se acresceram aos nossos amigos de verão.
Lá ficamos por mais de quatro anos, quando surgiu nova oportunidade de nos mudarmos para um apartamento mais próximo do centro e do mar.
Pela minha eterna inquietude, sempre ficava atenta aos apartamentos beira-mar, mesmo achando difícil essa possibilidade.
Depois de muita procura, encontrei melhor do que buscava: três quartos com dependência e três banheiros, Box fechado, para o carro, que veio ao encontro de tudo que poderíamos querer.
E, aí, o tempo passou, (em torno de onze anos) e, com cinco netos crescidos, continuava almejando vista para o mar.
Não me sentia ansiosa, carente, nem insatisfeita, mas observava e apreciava o crescimento acelerado das construções de altos prédios à beira-mar, não acreditando essa possibilidade pra mim.
Nesse momento atual, quando em 22 de dezembro chegava a Capão para organizar o apartamento para o início do veraneio e calibrar os pneus da bicicleta, que é o meu meio para locomoção e compras, um corretor que já me acompanhara em visitas a apartamentos à beira-mar, cumprimentou-me e falou-me que havia entrado um imóvel, que achava que eu gostaria de conhecê-lo.
Ofereceu-se para acompanhar-me e encantei-me, de imediato, quando avistei o mar inteiro, no que foi aberta a porta! Parecia algo inatingível. Ele notando meu encantamento disse que o construtor, para o qual esse apto entrara, numa venda maior, poderia avaliar meu apto para verificar possibilidade de negócio.
Disse-me ainda, que selecionaria outros apartamentos disponíveis, à beira-mar, para eu comparar.
Nenhum apresentou a vista do mar de todos os quartos, da área e da sacada, como o 1º visto.
Nuns havia muito luxo, que não vinha ao encontro nem daquilo que eu almejava, nem do meu bolso.
Seria possível realizar meu antigo desejo?
Estava brincando de comprar apesar de me sentir muito bem no nosso apartamento desde o ano 2000, pelo espaço e pelo conforto.
Mas a coisa evoluiu.
Idas e vindas, propostas e contra propostas e, ao mesmo tempo, que parecia tornar-se realidade a possível negociação, não me parecia crível pudesse ocorrer.
Victor e Joel foram os 1ºs a olhar e se encantaram. Alberto resistia, pois achava que estávamos bem e não precisávamos mudar.
Mas começava a parecer estar dando certa a negociação. Alberto teve de aceitar conhecer.
Ale e Lu nos acompanharam e, de imediato, todos se encantaram.
Alberto falou para as crianças que caso mudássemos, traria o binóculo, para ver os navios ao longe.
Aos poucos, foi se definindo a negociação e dia 08, sábado, assinamos contrato de compra e venda e desde esse dia estou ligada em 220W.
Domingo, Alberto, com sua máquina fotográfica e eu, fomos ao novo apto olhar mais de perto registrar a realidade concreta.
Tenho certeza, que ele, por não gostar de sair de casa, é quem mais vai aproveitar essa mudança.
Estou cuidando da organização da mudança quase não acreditando em tudo que ocorreu.
Estou muito agitada, mas feliz.
“Dream comes true.”