quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Casa de Passagem

Verão me mudo para Capão.
E o que acontece?
Meus filhos e meus netos passam por aqui.
Excepcionalmente um ou outro neto fica uma temporada.
Em geral, um filho com sua família passa uns dias no seu trajeto para Santa Catarina.
Muda minha rotina, mas a satisfação é imensa!
Deixo de ir à praia, de andar de bicicleta, enfim de quase sair de casa.
Fico curtindo esse momento. Intensamente.
Por isso chamo minha moradia de "Casa de Passagem".
Isso está acontecendo nesse momento com Nei, Angela e Theo que chegaram 3ª feira e ficarão até 6ª feira, quando irão para Armação.
Estou curtindo a presença deles ficando mais em casa.
Eles não gostam da praia de Capão.
Acham muito movimentada.
Com muito custo Angela e Theo saem para o centrinho, atrás de novidades.
Dessa vez a Renata, que está passando esse verão conosco, vai acompanhá-los em busca de pincéis chineses para desenho em nankin, prometidos pelo Nei.
Nei já fez seu pão e fará o almoço. Trouxe camarões gigantérrimos, segundo a Angela, massa italiana, vinho e champagne.
Meus três filhos são gourmets, cozinheiros e chefs.
Quando vêm a minha casa, tomam conta da cozinha.
Aprecio demais! Sou uma privilegiada.
O movimento aumenta, a rotina muda, mas não há nada, nem preço algum que valha mais do que isso.
Quando Nei e sua família viajarem para Armação, Joel, Pati e as crianças estarão chegando, assim como o Vic.
Legítima "Casa de Passagem".

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A fragilidade da Vida

Soube que nosso escritor Moacir Scliar, Imortal da Academia, apelido Mico, primo do meu cunhado, foi fazer uma cirurgia e teve um AVC, quando em recuperação.
Como o conheci muito jovem, mesmo que não próxima, o sentia assim.
Tenho acompanhado as notícias sobre sua recuperação e sei que respira por aparelhos e não sabem quais as sequelas que poderá ter.
Hoje sou mais uma anônima que torce por sua recuperação.
Como a Vida é frágil!
De uma hora pra outra ela pode se transformar, transforma o futuro e nos deixa atônitos frente aos acontecimentos que ocorrem.
Sempre penso no prazer que sinto no dia a dia, quando a sensação de paz me envolve, por sentir todos os meus próximos, bem.
Aí usufruo a luminosidade do dia, a água límpida do mar como reflexo dessa paz.
Sinto receio de não manter em algum momento essa sensação.
Por conhecer a fragilidade da Vida sentimentos ambíguos fazem parte de meu ser e do meu viver.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Divagando...

A pouco estava falando com o Nei no MSN, depois de falar com o Vic.
Na discussão sobre vários fatos, o Nei argumenta não ter culpa dos seus genes.
E aí a conversa girou sobre as coisas que carregamos por termos nascidos em determinada família e a carga que isso vem a acarretar.
Realmente ele se vê agindo desta ou de outra maneira identificado ora com o Alberto e ora comigo.
Num momento colocou numa frase o nome de uma irmã minha, por achar que eu estava agindo como ela e eu retruquei que ele também carregava esses genes.
A corrente é longa e a mistura das famílias que nos antecedem e seguem vem a dar o tempero da formação de cada um.
Falei-lhe que me puxara na beleza, na inteligência, no talento, na alegria, na modéstia e ele completou : "na ironia também".
A única coisa que não puxara por mim era na aristrocracia, que herdara dos Soria.
Claro que estávamos ironizando esses comentários!
Eu me orgulho muito de cada meu filho, de cada meu neto, e pensar de onde vêm seus traços, a maneira de agir, a formação que têm pode-se justificar de várias maneiras.
"Quem sai aos seus não degenera" "O fruto não cai longe da árvore"
E assim vai essa divagação...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dias de veraneio

Algumas pessoas que conheço não entendem eu gostar tanto de Capão.
Capão tem a ver com sol, passeios de bicicleta, convívio próximo com a família, caminhadas na areia com os pés descalços, sentar na praia, ver e conviver com os amigos de sempre, jogar conversa fora, tomar chimarrão, jogar cartas com as netas...
Os dias passam rapidamente, com a mesma sensação da rapidez da passagem do tempo.
Procuro usufruir cada dia, cada momento, cada atividade intensamente, como tudo que faço.
Conheço cada caminho e isso me traz a segurança que gosto de sentir.
Gosto do meu apartamento e me sinto muito bem, também, quando estou em casa.
Têm as vindas e idas dos filhos e netos.
Tem a permanência maior de um ou outro.
Têm os afazeres, as leituras de livros que preenchem, que dão prazer e satisfação.
Como poderia não gostar de tudo isso?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ano Novo

Interessante o que representa a chegada do ano novo.
Costumo pensar e avaliar o que passou nos aspectos positivos, naquilo que conquistei e naquilo que usufruí.
Fico feliz por não ter ocorrido perda alguma significativa e que a maioria das coisas foi rotineira sem grandes preocupações, sem grandes sustos.
A chegada do ano novo traz esperanças e uma nova luz sobre aquilo que se almeja.
Pessoas, em geral, te desejam "Feliz Ano Novo" e o sentimento que aflora é de reciprocidade. Nesse dia parece que todos serão mais felizes.
Passamos um final de ano tranquilo e em poucas pessoas: Alberto, eu, Vic, Re, Ju e seu namorado Vitor.
O churrasco saiu pelas 10 horas da noite e fomos à praia ver os fogos e pular as 7 ondinhas.
O espetáculo de fogos foi belíssimo e emocionante!
Brindamos com champagne e voltamos para casa com a sensação de leveza e com esperanças renovadas.
Deseja-se paz, saúde, alegrias, amor, serenidade e felicidade para todos.
O ano começa e volta-se a viver a rotina da praia.
Todos estando bem passa-se a ter a segurança que tudo estará bem.
E nada melhor do que a estabilidade do que já se conhece para se ter a serenidade de viver e usufruir o cotidiano!