quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Biodança- Encontro de encerramento


Tivemos na 6ª feira, na aula de Biodança, a comemoração dos últimos aniversários do ano e a festinha com troca de presentes com amigo secreto.
A atividade proposta, após a conversa inicial, era fazer duas rodas com as aniversariantes na de dentro, viradas para a roda de fora.
A roda de fora circulava e encenava estar enfeitando cada aniversariante para a festa: maquiava, vestia, colocava jóias e ao sinal da facilitadora Ines, nos moviámos e trocávamos de colega aniversariante. O objetivo era deixá-las bem bonitas.
Todas passavam por todas e essa demonstração de carinho findou com o Parabéns e troca de abraços.
Em seguida tiramos o nome do "amigo secreto" e a nova proposta foi que durante a dança o cuidássemos, como um "Anjo", sem que ele notasse.
Eu tentei me aproximar da que eu tirei e essa parecia fugir de mim. Não consegui me aproximar e desconfiei de várias colegas que poderiam ser meu "Anjo".
Ao terminar a música, arrumamos a mesa e começou a identificação dos "amigos" com a entrega dos presentes.
Fui descartando as possíveis amigas, a medida que se identificavam para outras.
Minha surpresa é que justo a colega Carmen, que eu não consegui cuidar como "Anjo", estava evitando que eu a descobrisse como "meu Anjo".
Rimos muito, como se fôssemos crianças brincando de esconde esconde.
A Carmen tem demonstrado, nessa experiência com a Biodança, um desabrochar em espontaneidade e afetividade.
É bonito de se ver!
Ela me enviou a foto que tirou de mim com Ines, nesse dia da Festa.
Ela adora tirar fotos e filmar.
Já tinha me enviado uma outra foto que tiramos em grupo num evento do Ararigboia, que coloquei num dos textos anteriores.
Aprecio muito a aproximação afetiva, alegre e enriquecedora que a Biodança propicia entre todos os participantes, através das vivências propostas pela facilitadora!
Vou sentir saudades durante as férias.

sábado, 11 de dezembro de 2010

"Lar dos Velhos"

Hoje fui com meu irmão visitar nosso cunhado no "Lar dos Velhos", onde ele se encontra, pois prometi que almoçaria com ele, na 4ª feira, e não consegui.
(Tenho tido festinhas de despedida nas atividades que frequento e, fim do ano, parece que todos e tudo fica agitadíssimo com compra de presentes, encerramento de tarefas e compromissos, ida à praia que se aproxima...)
Tinha ido no Domingo passado vê-lo, pois fazia muito tempo que não o visitava.
Ele fica muito feliz recebendo visitas.
Eu gosto muito do Gyorgy, hoje com 85 anos, meu cunhado desde meus 7.
Faz parte da minha infância, da minha vida familiar.
Está com alguma dificuldade de audição, os passos um pouco trôpegos, mas relativamente lúcido.
Seus 3 filhos comparecem na instituição e lhe dão muito carinho, atendimento e acompanhamento.
Depois que minha irmã faleceu, ficou difícil para ele morar sozinho e por isso optaram por sua ida para lá.
Ele me convida para almoçar, mas como no Lar almoçam em torno das 11h, fica difícil pra mim.
Procuro não ficar muito tempo sem vê-lo, mas o tempo, como sempre digo, voa e, quando vejo, passou.
O "Lar" é de um nível muito bom, pertence à comunidade judaica.
Vendo a limitação de muitos dos residentes, conhecidos de muito tempo, sinto um sentimento de melancolia.
Há velhos lúcidos,outros não.
Muitos são limitados no movimento, na fala, na saúde.
Fico triste!
A finitude da vida não é alegre, por melhor que seja o atendimento, o cuidado, o afeto...
Reflito muito sobre essa etapa de vida...
Feliz daquele que consegue, no adiantar da idade, manter-se independente, ativo, na posse de suas faculdades física e mental, com autonomia de movimento e de decisões.
É bom ter para onde ir, mas o melhor para a vida, de qualquer um, é ser capaz, ser independente, ter uma família próxima e poder manter-se e viver em sua casa!
A limitação vem com o tempo e é inexorável!
Na idade avançada, na velhice, a qualidade de vida vem a ser a consequência da filosofia com que cada um sempre a leva e a levou!
Sempre é tempo de modificar hábitos e atitudes que favoreçam a qualidade de vida presente e futura.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Castelos de areia... nossos sonhos...nossos desejos.

Falando com Pati, minha nora, na ida da festa do Duda, ela me dizia dos seus muitos desejos e eu citei o que minha mãe muitas vezes me dizia e olha que faz anos, muitos anos:
-"Sonhos são como castelos de areia que a gente pode construir quantos quiser e sempre modificar e ir tentando atingir".
E eu comecei a falar que realmente é isso, pois aquilo que a gente deseja, independente das condições possíveis de conseguir no momento, tem que se construir e desejar e modificar e perseguir para, um dia, atingir.
Somos todos capazes de desejar e atingir nossos sonhos!
É o combustível, a energia, o estímulo que alimenta a razão e o prazer de trabalhar.
Um dia se alcança e a satisfação é muito grande, pois é fruto de nossa aspiração.
Ninguém deve duvidar do que cada um é capaz, pois o petróleo interno é a energia que gera a realização do possível, de cada um.
Todos somos capazes de sonhar e buscar a realização dos castelos construídos dentro de nós!