sábado, 24 de julho de 2010

Alegria de nova aprendizagem


Cada vez que aprendo alguma coisa nova fico muito orgulhosa de mim.
Ju anexou no meu computador, a meu pedido, fotos da família que eu não possuia.
Antigamente, quando tirávamos fotos, revelava-se, colocava-se num álbum e fazia-se cópias a mais, para dar para as pessoas.
Hoje, modernamente, as fotos digitais vão para o computador e ficam guardadas numa pasta específica.
Pensa-se tirar cópias, mas acaba-se não fazendo e poucas pessoas as veem.
Como uso cotidianamente o computador, quando tiver vontade, abrirei a nova pasta e poderei reavivar as boas lembranças.
Queria que meus filhos tivessem a possibilidade de olhar algumas fotos que tiramos em família.
Abri a nova pasta "fotos família", selecionei 22 fotos e anexei em dois e-mails.
Não conseguia enviar, porque ficou muito pesado.
De ensaio e erro fui aprendendo a anexar 3 a 4 fotos de cada vez e consegui.
Talvez essa forma de enviar fotos, quando são muitas, não seja a mais prática.
Poderia ter copiado num CD, que será a nova aprendizagem que terei que fazer.
De aprendizagem em aprendizagem vou me sentindo muito mais viva.
Êta, mundo moderno!!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vida e o lugar certo

Quando li o blog do Nei "nascer no lugar certo" comecei a pensar sobre esse fato.
Venho dum tempo que sequer pensávamos sobre o porquê de estarmos naquele espaço e naquele tempo.
Na nossa cabeça as coisas aconteciam e pronto!
Hoje, muito mais do que ontem, vejo que o desenvolvimento do mundo atual trouxe profundas transformações no nosso pensar, velhos e moços.
Podemos perceber essas mudanças quando o jovem não precisa buscar sua "cara metade", que o complete, mas tem maior oportunidade de procurar crescer em sua individualidade com alegria e prazer em suas relações.
Pode buscar um auto conhecimento consciente para não responsabilizar o outro pelo seu bem-estar e realização.
Quando se buscava a outra metade da laranja, tínhamos em mente que encontraríamos alguem que nos completasse.
Parte das nossas características pessoais se aniquilavam e responsabilizávamos o outro por nossa infelicidade e insatisfação.
Quando esperávamos que o outro nos completasse, significava que não estávamos inteiros, éramos fração e, assim, justificávamos nossas limitações.
Hoje, fico feliz de pensar sobre esses fatos a partir da leitura e reflexão de alguem tão mais jovem que eu.
A auto crítica com os fatos da nossa vida nos faz observar o outro, com menos críticas e menos cobranças.
Estar no lugar certo, ou não, depende muito mais da nossa decisão.
Criar as possibilidades, conviver consigo mesmo, sentir-se inteiro, facilitará a "com vivência", isto é, uma convivência que traga alegria, prazer , consistência, verdade, sem maior interdependência e com muito mais realização interpessoal.
É preciso ter uma individualidade sadia para que as relações afetivas na família, no trabalho e de amizade aconteçam e sejam valorizadas para termos uma vida autêntica e feliz.

domingo, 18 de julho de 2010

Mundo pequeno

Uma estudante chinesa que esteve em POA, durante um ano, estudando Português, num convênio da UFRGS, estava de volta na China.
Ela veio com um grupo de mais de 20 estudantes chineses.
Seu nome aqui, no Brasil, é Sarah e tem um pouco mais de 20 anos.
Conheci Sarah e seus 3 colegas: Sônia, Lucas e Yeda, quando alugaram um apto, aqui em POA.
Domina bastante bem a fala e a escrita em português.
Eram 22h20min, deste sábado, entrara no computador e a via online.
Conversamos pelo MSN e estávamos com 11h de diferença!
Ela já estava no Domingo de manhã.
Os jovens talvez achem natural a comunicação hoje em dia, mas eu, como sempre, perplexa!
Contou-me de sua viagem de volta e, a meu convite, passamos a falar pelo Skipe.
Ela me ouvia e respondia digitando.
Falou que sente saudades e que tem muita vontade de voltar.
Ela assistiu aos jogos, torceu pelo Brasil e diz que gostaria de estar, aqui, na Copa que vem.
O nosso mundo enorme, através da comunicação, pela aproximação que favorece, se torna pequeno!
Manteremos contato e espero aprender também sobre a China, pois ela não falava muito sobre seu país.
Que alegria sinto ao usufruir disso!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

É preciso saber viver


Por três vezes tentei comentar no sábado, 10 de julho-data que, Alberto e eu, fizemos 50 anos de casados - nossas Bodas de Ouro.
Caiu várias vezes a conexão e perdi o que escrevi.
Hoje estou salvando cada parágrafo e repensando aquilo que tinha escrito.
E aí, busquei, para me inspirar, a letra de Roberto e Erasmo Carlos no - É preciso saber viver .

"Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver.

Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver."

E 50 anos de vida em comum não vem a ser isto?

Não é preciso saber viver?

A vida não pode ser baseada em ilusões, para não morrer na solidão.
Retirar as pedras que encontrar no caminho, porque passa-se por alegrias, tristezas e algumas perdas significativas, mas é preciso saber viver!
Os ganhos são muito maiores que as perdas!
Procurar não arranhar-se nos espinhos que a vida apresenta, para que não haja desgaste na vida em comum.
É preciso saber viver!
E escolher com nosso livre arbítrio o bem viver.

No sábado me emocionei quando entregaram um enorme, maravilhoso e perfumado arranjo de flores acompanhado de um cartão sem assinatura:
"Lembrei-me de ti.
Parabens!
Teu amor!!"

E, à noite, vendo meus filhos, noras e netos, em um jantar feito pelo Victor, com o apoio do Joel e Pati, a luz de velas, senti-me plena e muito feliz pela família que formamos.
É preciso saber viver!!!!!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Evolução dos tempos

O comentário da Renata no meu blog foi uma grata surpresa.
Falávamos pelo MSN e ela perguntou o nº de pessoas que entrara e eu não soube responder.
Pediu o endereço e, concomitantemente com nosso papo, me disse quantas pessoas entraram "today" e ao todo, comentou o texto"Nostalgia" e postou.
Aí é que eu fui analisar o instrumento de contagem que ela inserira no meu blog, semana passada, e vi de onde tirara os dados.
Tudo pra mim é muito novo!
Eu, engatinhando e ela, correndo com passos firmes.
Fico encantada com seu domínio, tanto em digitar, como em buscar informações.
Se tenho alguma dúvida, chamo-a e ela vem e facilita minha compreensão.
Eu fico longe de ter a facilidade, a rapidez e o domínio de meus netos com o computador.
Eles vivem numa época de grande riqueza tecnológica.
Sinto-me privilegiada de viver nesse tempo.
Lembro, nesse momento, como minha mãe se maravilhou e ficou feliz por viver na época da chegada da televisão em preto e branco.
As coisas custavam a acontecer.
Hoje, eu me sinto encantada frente à evolução e rapidez como as coisas acontecem.
Tento acompanhar.
Não consigo nem imaginar o sentimento dos meus netos no futuro.
E o futuro deles chegará muito mais rápido.
Será que terão a mesma perplexidade?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nostalgia

Penso o significado de nostalgia e é o que estou sentindo agora: um leve sentimento despertado pela lembrança de uma época boa.
Nei perguntou-me se estaria em casa 3ª feira pela manhã, pois iria mandar pegar coisas de seu studio.
Perguntei-lhe onde era o show, como de costume, e ele disse que não tinha, mas que viria um caminhão pegar tudo.
TUDO???
Fiquei perplexa e com uma sensação de vazio...satisfação... nostalgia...falta de controle...
Anos e anos, nem lembro quantos, nessa casa, Nei ensaiava, saia e voltava de seus shows .
Sabíamos onde, quando, como se saia, controlando suas idas e voltas , tendo conhecimento do que se passava, quem o acompanhava.
Ficávamos de plantão, naturalmente, o que de certa forma nos dava tranquilidade.
Incômodo? Muitas vezes, mas fazia parte...
Convivíamos com a movimentação frequente e conhecíamos todos que o acompanhavam.
Ocupou o studio, o salão por muito e muito tempo e se, na hora dos churrascos, perguntava-lhe quando tiraria suas coisas.
Ele respondia...um dia...
Chegou esse dia como surpresa, como é o feitio do Nei.
Só comunica, quando está resolvido.
Desde pequeno sempre foi assim, não fica falando, age...
O studio do Nei, aqui em casa, era algo que nos aproximava, nos tranquilizava...
Controle?
De certa forma, sim.
Nei sempre foi independente, mas me parecia que saber seus passos era uma forma de cuidá-lo.
Ouvia o som abafado de suas músicas nos ensaios, identificava-as, sabia quando era uma nova criação e me dava um baita orgulho!!!! Sempre!!!
Sou sua maior fã!
A mudança acabou sendo hoje, 4ª feira, e olhando os espaços vazios sinto esse sentimento de nostalgia que aprenderei a conviver.
Isso que dá os filhos se independizarem...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que levamos na vida

Penso que o que carregamos dentro de nós influi a vida que a gente leva.
Se mágoas antigas, dores sentidas, oportunidades perdidas, frustações vividas, revoltas, tristezas, ofensas acumuladas ocuparem nosso pensamento, o peso interno se tornará quase insuportável de carregar.
É viver do passado.
E como ficará a vida atual?
Não se precisa muito aprofundamento para constatar.
O importante é elaborar nossos sentimentos e desarmar nosso espírito, para vivermos com plenitude as experiências que se apresentam.
O acúmulo de maus sentimentos e de revoltas impedem de viver com alegria, liberdade e satisfação.
Conseguir relaxar, no bom sentido, dá forças internas para viver bem.
Procurar um sentido de vida, valorizar que estamos vivos, aproveitar o que a vida oferece, lidar com o que surge como uma experiência de transformação.
Não jogar fora as oportunidades, não perder tempo de construir uma vida melhor!
A vida é feita de tempo, de nosso tempo.
Somos únicos!
Aproveitar todos os momentos, colocar energia positiva no que se faz, conviver, desfrutar e levar cada dia com muita alegria, paz e afeto é o melhor que temos a fazer.

sábado, 3 de julho de 2010

Movimento da vida

Os facilitadores de Pathwork, no último encontro, pediram que refletíssemos sobre como enfrentamos as "feras" externas que aparecem.
Começo a pensar sobre isso e sobre o movimento da vida.
Nos meus 70 anos, observando as pessoas e as diferenças entre elas, me sinto privilegiada por poder me movimentar com facilidade e tomar decisões com independência e lucidez.
A maior parte do tempo sinto alegria e bem estar.
Ao enfrentar coisas desagradáveis, me envolvo e participo inteira, procurando encontrar a melhor solução.
Mesmo sentindo certa ansiedade e inquietação tiro proveito de todas as experiências pelas quais passo, boas ou ruins.
Estou lembrando que desde jovem acredito que "o uso" desenvolve e "a falta de uso" atrofia e isso é para tudo.
Como levamos a vida nos fará desenvolver ou atrofiar.
Acredito que, no movimento da vida, posso me desenvolver e amadurecer, até o fim.